Um grupo de familiares do taxista que morreu após ter seu carro esmagado por uma passarela na Zona Norte do Rio de Janeiro na terça-feira fez uma carreata do cemitério em que o corpo de Alexandre Gonçalves de Almeida foi enterrado até o local do acidente, no começo da tarde desta quarta-feira. Ao menos 15 carros fecharam completamente a Linha Amarela no sentido Barra, na altura da passarela em Pilares, por cerca de meia hora.
Durante o protesto, moradores da comunidade vizinha à passarela quebraram a proteção acústica que os separa da pista e se uniram ao protesto, sendo dispersados pela polícia. A passarela caiu por volta das 9h15 desta terça-feira após ser atingida por um caminhão, deixando cinco mortos e quatro feridos.
À polícia, o motorista do caminhão, Luis Fernando da Costa, 33 anos, disse em depoimento informal que não sabia que estava com a caçamba levantada. Se confirmada a culpa, ele responderá por cinco homicídios culposos e três lesões corporais culposas - o quarto ferido é o próprio motorista -, quando não há a intenção de matar ou ferir.
Imagens divulgadas pelo Centro de Operações Rio mostram que a carreta se chocou com a passarela, que tem cerca de 4,5 metros de altura, porque estava com a caçamba levantada no momento do acidente, derrubando, assim, a estrutura de metal. O acidente ocorreu entre os acessos 4 e 5 da Linha Amarela, em Pilares, e interrompeu o trânsito da Linha Amarela, uma das principais vias de acesso ao centro do Rio, até o fim da tarde de terça-feira.