Inquérito indica que Amarildo foi torturado

Divisão de Homicídios envia material ao MP sem saber paradeiro do ajudante de pedreiro

Em entrevista na tarde desta quarta-feira, o delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, disse que o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, foi torturado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na Zona Sul da cidade. Essa sessão de tortura incluiu choques elétricos.

"Apuramos que ele foi torturado. Há um conjunto de provas e serviços da inteligência que nos levaram a esse detalhe da investigação", afirmou Barbosa. No entanto, o delegado disse que Amarildo não foi torturado dentro de um contêiner na Rocinha.

Rivaldo confirmou que já enviou ao Ministério Público (MP) do Estado a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento de Amarido. 

Ele sumiu no dia 14 de julho depois de ser levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora da comunidade. Dez PMs foram indiciados, entre eles o ex-comandante da unidade, major Edson dos Santos. 

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Todos vão responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. O promotor de Justiça, Homero de Freitas, encarregado do caso, disse que vai oferecer denúncia contra os acusados nos próximos dias.