Cariocas e paulistas fazem manifestação contra Cabral

Pela primeira vez desde a onda de protestos que invadiu o Brasil, cariocas e paulistas se uniram contra o governador do Rio, Sérgio Cabral. Em São Paulo, centenas de manifestantes fecharam a Avenida Paulista, em evento organizado em solidariedade à situação do Rio de Janeiro. Eles pediram a saída de Cabral e perguntaram pelo paradeiro de Amarildo, morador da Rocinha desaparecido há 14 dias após ser detido por policiais da UPP de sua comunidade.

A Avenida Paulista foi interditada nos dois sentidos e alguns manifestantes picharam e quebraram agências bancárias, enquanto outros pediam "sem vandalismo". Uma faixa com a frase "Vaza Cabral" foi carregada ao longo do trajeto e gritos como "Carioca é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo" também foram entoados.

Antes do ato, membros do grupo "Anonymous" dialogaram com policiais a fim de evitar confrontos. Eles também disseram que um treinamento foi concedido aos manifestantes para que as pessoas saibam como se comportar em momentos de tensão. 

E no Rio de Janeiro, cerca de 200 pessoas também pediram, em Copacabana, a saída do governador Sérgio Cabral e perguntaram sobre o paradeiro de Amarildo. A PM acompanhou a movimentação. Os manifestantes ficaram em frente à área reservada à imprensa, na Praia de Copacabana, onde momentos antes o papa Francisco assistiu à encenação da Via-Sacra.

Um grupo derrubou as grades que cercavam a área, mas foi contido por policiais militares, que evitaram uma possível invasão do espaço. Peregrinos e participantes da JMJ gritaram: “sem violência”, e os manifestantes foram contidos.