Ministro alerta Cabral sobre ataques de facção criminosa em protestos

Governo, meia hora antes, declarou que informação não procedia

A assessoria de imprensa do Governo do Rio de Janeiro confirmou que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, alertou o governador Sérgio Cabral a respeito da possível atuação de traficantes do Comando Vermelho  durante a manifestação desta quinta-feira no Rio de Janeiro, na Candelária.

O detalhe é que, por volta das 14h30, questionado a respeito do assunto, o Governo do Estado negou estar ciente desta informação e afirmou que esta não procedia. 

O comunicado de Cabral foi repassado a integrantes do governo e aliados da administração estadual.

>>  Sem aparecer, Cabral divulga nota: revogação de reajustes vale a partir de sexta

Manifestação promete reunir 1 milhão hoje nas ruas 

As ondas de protesto prometem ter nesta quinta-feira (20) seu dia de ápice. O movimento, mobilizado através das redes sociais, planeja colocar um milhão de pessoas nas ruas, mesmo com a decisão dos governos do Rio e de São Paulo de voltar atrás e reduzir as tarifas de ônibus.

Segundo os ativistas que se manifestam na internet, a decisão das prefeituras não tira a motivação do movimento, já que há muitas outras causas ainda em jogo.

Numa das mensagem, se lê: "Paes, nunca foi por 20 centavos! Continuamos na rua! O prefeito afirmou que a redução será paga com recursos públicos, tirados da saúde e educação! Queremos que seja paga com o lucro dos empresários!!!"

Em enquete no Facebook, a maioria dos ativistas diz que a luta vai continuar, desta vez, contra a aprovação da PEC 37, que propõe tirar o poder de investigação do Ministério Público. Os manifestantes vão se reunir na Candelária e planejam marchar rumo à prefeitura e ao Palácio Guanabara. Também estão previstos protestos no Maracanã, onde às 16 horas se enfrentam Espanha e Taiti, pela Copa das Confederações.

Alckmin, Haddad e Paes anunciaram revogação de aumento nas tarifas 

Pressionados pelas recentes manifestações populares, Rio de Janeiro e São Paulo anunciaram a redução das tarifas de ônibus, que voltam para R$ 2,75 e R$3,00, respectivamente. O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) explicou que a redução vai implicar em cortes de gastos em outras áreas devido às restrições orçamentárias.

“Precisamos definir os cortes porque o custo dessa redução pode chegar a 500 milhões por ano. São escolhas sobre prioridade que vamos ter que definir. Tivemos um aumento de custo durante 18 meses e esses custos não serão repassados", disse Paes.

Em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad  anunciou a redução das passagens, junto com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O reajuste que deveria ser feito em janeiro, explicou Haddad, foi prorrogado para junho e já tinha incorporado à desoneração do PIS/Cofins. No entanto, disse o prefeito, a necessidade do aumento deu a impressão para a população de que essa desoneração não havia sido feita.