Mesmo já fazendo parte do dia-a-dia do bairro, alguns moradores de Ipanema ainda se mostram insatisfeitos com as obras da Linha 4 do metrô, na Praça Nossa Senhora da Paz. Além do barulho intenso, moradores reclamam da falta de lazer para crianças e do local escolhido para a construção. O trabalho dos operários já vem desde outubro do ano passado.
Para o aposentado Jaci Peixoto, que admite que o metrô é um transporte necessário para a cidade, “o ideal seria que, no lugar da praça, tivesse sido escolhida a região do Jardim de Alah”.
“A obra é importante. O problema é que Ipanema já é um bairro muito apertado, com muitas pessoas e uma obra dessas, bem na região central do bairro, sufoca ainda mais”, acrescenta Peixoto.
Já para a universitária e mãe de um filho de um ano Katia Carneiro, com as obras da Linha 4 do metrô na Nossa Senhora da Paz, “quem perde são as crianças, que ficaram sem um grande espaço de lazer no bairro”.
“Além disso, é muito barulho e levanta muita poeira, o que é péssimo para as crianças pequenas. É muito ruim, ficamos sem trazer nossos filhos diariamente nessa praça que, para mim, era a única de lazer em Ipanema”, afirma Katia.
Outro ponto que chama a atenção por quem passa pela Praça Nossa Senhora da Paz, e que vai de encontro à opinião do aposentado Jaci Peixoto, que discorda da localidade escolhida pela prefeitura, é que os tapumes de isolamento da obra avançam até metade da calçada da Avenida Visconde Pirajá, onde transeuntes passam intensamente durante o dia.
Reclamações à parte, a posição da Associação de Moradores e Amigos de Ipanema (Amai) e da Associação Comercial de Ipanema e Leblon (Aciple) é de total parceria com o metrô e o governo.
“É natural que alguns reclamem, os inconvenientes da obra já eram esperados, mas mantemos acordos com o governo. Recebemos reclamações por e-mail , mas são pontuais, como tapume na área onde as crianças brincam ou porque acham que determinada árvore está sendo cortada indevidamente”, afirma o presidente da Amai, Carlos Monjardim, que lembra que todas as árvores retiradas foram replantadas no Horto e, “após as obras, elas voltarão para a Praça Nossa Senhora da Paz”. Melhor assim.
*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil