RJ: PMDB ataca candidatura de Lindbergh e cobra apoio do PT a Pezão

O PMDB do Rio de Janeiro se colocou nesta segunda-feira formalmente contrário à candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao governo estadual e indicou que o rompimento da aliança estadual poderá ter desdobramentos na base de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em nota, o partido sustenta que o atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão, será o nome peemedebista na sucessão do governador Sérgio Cabral. O texto, assinado pelo presidente estadual, Jorge Picciani, aponta que um palanque duplo para a reeleição da presidente Dilma Rousseff é insustentável no Rio, e que a candidatura de Pezão é "inegociável".

"Trata-se de uma equação que não fecha e cujo resultado não será a soma, mas a subtração", afirma a nota em relação à possibilidade de candidaturas próprias de PMDB e PT na sucessão.

No texto, o diretório do PMDB afirma que todas a lideranças e a militância do partido estão fechados com Pezão, apontado como "um gestor experiente e capaz". O PMDB diz que "não há hipótese" de o atual vice-governador não ser candidato.

O partido mostra ainda apoio para que o vice-presidente Michel Temer integre a chapa de Dilma em 2014. "Garantimos a governabilidade e somos fiéis aos nossos aliados. Mas cabe ao PT que a desejada aliança se mantenha coesa, forte e uníssona. Em 2010, no 1º Turno, o povo do Rio deu 67% dos votos ao governador Sergio Cabral. No 2º Turno, 70% dos votos à presidenta Dilma", observa o texto.

No final da nota, o PMDB do Rio garante não ter um projeto de poder, e sim de Estado. "O PMDB tem mudado para melhorar a história do Rio de Janeiro. Ao apoiar o PT nacionalmente, temos contribuído para as transformações do País."