Bloco "Calma, Calma, Sua Piranha" reúne cerca de 2,5 mil pessoas em Botafogo

Pequena confusão mostrou atitude pacífica dos foliões

Com o enredo batizado de "Pecados", o bloco "Calma, Calma, Sua Piranha" iniciou a concentração perto das 9H em Botafogo, na esquina da Rua Visconde de Caravelas com a Real Grandeza, e saiu em direção a Rua Capitão Salomão um pouco depois das 11H. A duas semanas do Carnaval, o desfile atraiu cerca de 2,5 mil pessoas, segundo expectativa da Guarda Municipal. 

O clima de tranqüilidade presente durante todo o trajeto não se repetiu após o desfile, quando o carro de som já havia sido retirado. Os foliões ainda faziam a festa na rua quando uma briga começou na frente de um bar. A confusão só não foi mais séria porque os participantes reprimiram os brigões jogando garrafas d’água e xingando quem havia participado da discussão. 

"Aqui é um bloco família", gritou um dos foliões.

Durante o desfile, o clima foi mesmo de paz, como atestou um guarda municipal presente. "Não estamos tendo problemas. Nossa abordagem este ano, tanto para vendedores irregulares como para 'mijões' e bêbados é de conversa, sem repressão", contou.

O vendedor Luis, que havia participado do bloco Imprensa que eu Gamo, em Laranjeiras no dia anterior, reclamou das vendas deste domingo, mas elogiou a organização do desfile. "Ontem o pessoal bebeu mais e eu só vendo cerveja. Está muito difícil achar também informações sobre o tamanho e onde serão os blocos, mas de resto tá tudo certo", contou.

As fantasias de políticos marcaram presença em Botafogo. Joaquim Barbosa e Lula foram os mais populares. Super-heróis, baianas e Luigi, personagem do jogo Super Mario Bros  também estiveram presentes. "Este bloco é super família, muito tranquilo mesmo", contou um dos foliões. 

Venda proibida depois do bloco

No final, vendedores ambulantes reclamavam da abordagem de guardas municipais e policiais, que tentavam dispersá-los. “Não pode ficar ninguém vendendo depois que o bloco acabou”, afirmou um PM. “Nós passamos a noite inteira para conseguir credencial, dormimos na fila, para sermos tratados assim depois”, reclamava uma das vendedoras, que trabalhava no local ao lado do marido.

Algumas quadras a frente, uma senhora chorava e pedia aos policiais que não levassem sua mercadoria. “Pelo amor de Deus, moço, eu já estava indo embora, só passei para comprar um cachorro-quente”, chorava.