De R$ 4 bi para obras de prevenção contra chuvas, Rio usou apenas R$ 2,5 bi

O governador Sérgio Cabral admitiu, nesta sexta-feira (4), que de R$ 4 bilhões destinados pelo governo federal para prevenção de enchentes ocasionadas pela chuva, R$ 2,5 bilhões foram efetivamente utilizados. Deste total, as obras financiadas por R$ 1,5 bilhão estão em fase final de execução. As demais ainda não foram concluídas. Outro R$ 1,5 bilhão se destinará a obras que ainda já foram licitadas mas ainda não se iniciaram. "Esses recursos se destinam a obras em encostas e macrodrenagem e fixação do solo", ressaltou o governador.

Após se reunirem por duas horas para discutir os efeito das chuvas no Rio de Janeiro, o governador do Rio, Sérgio Cabral e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciaram a distribuição de 1000 cestas básicas - que podem suprir as necessidades de até cinco pessoas da mesma família -, para os desabrigados das enchentes em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro. Da reunião participaram ainda prefeitos de algumas cidades atingidas pelo temporal. 

Quem irá disponibilizar as cestas é o Ministério da Integração Nacional, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O governo pretende beneficiar 5 mil pessoas nos próximos 15 dias. A prioridade na distribuição será para aqueles que já se encontram nos abrigos. Caso mais famílias seja atingidas, o ministério poderá enviar outras 1.000 cestas aos pontos de apoio à população. A Defesa Civil do Rio ficará responsável pela distribuição dos mantimentos.

Durante a reunião, também ficou decidido que a equipe da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde fará análise da qualidade da água dos abrigos de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. O objetivo é evitar a proliferação de doenças contagiosas através da água, como leptospirose, hepatite A e diarreia.

Outras ações serão o envio de ambulâncias com tração 4x4 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), para permitir a chegada em locais mais afetados pelas chuvas; a capacitação de equipes de saúde das Prefeituras para identificarem precocemente as doenças relacionadas à água contaminada; e vacinação contra tétano. Após baixar o nível da água, voluntários do grupo Guerreiros Contra Dengue vão realizar um mutirão de limpeza e localizar focos do mosquito da dengue.

"Até a próxima segunda-feira teremos os números exatos de desabrigados e famílias que estão precisando da assistência do Estado e outras medidas ainda podem vir. O importante é que, mesmo não sendo a melhor estatística, esse ano, se comparado com os anteriores, tivemos uma redução no número de mortos graças às ações conjuntas da Força Nacional de Segurança e Defesas Civil nacional e estaduais. No entanto, ainda temos que melhorar a capacidade de prever antes as tragédias e retirar as pessoas com antecedência das áreas de risco, ampliando o sistema de alarmes", destacou o ministro da Integração Nacional.

Fernando Bezerra reclamou ainda que a burocracia na legislação brasileira atrapalha a celeridade das obras de emergências, que segundo ele tem um prazo de 180 dias para ficar pronta: "mas quase nunca o prazo é cumprido", lembrou o ministro.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, em sua entrevista coletiva, agradeceu o apoio do governo federal, que segundo ele investe mais de 4 bilhões em obras de prevenção de enchentes ocasionadas pela chuva.

"Desse valor, R$ 1,5 bilhão já está licitado, mais de um bilhão de reais está em execução,  e outro R$ 1,5 bilhão está em fase de final. 

*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil