Royalties: manifestantes desconhecem objetivo de passeata

Na primeira fila da manifestação ‘Veta, Dilma!’, cujo objetivo é sensibilizar a presidente Dilma Rousseff a vetar o projeto de lei 2565/11, que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo, estava o estudante Luan Feliciano, de 18 anos, morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com bandeira em punho, o estudante não sabia ao certo para que serve o ato. 

“Querem dividir o petróleo do Rio com outros estados, pelo que estou sabendo”, disse ele.  

Uma das mais empolgadas representantes de Macaé, Norte Fluminense, a dona de casa que se identificou apenas como Patrícia, diz que veio dar uma ajuda a sua cidade, mas não sabe direito para quê. Sabe apenas que a questão em jogo envolve royalties e petróleo, e que isso pode afetar a saúde e a educação no município onde vive. 

“O prefeito tá ali, fala com ele. Não sei direito não”, disse, apontando para Riverton Mussi.

O grupo do qual ela faz parte vestia camisa branca e azul distribuída pela prefeitura de Macaé, que também teria custeado transporte e alimentação dos manifestantes.

A única entre cinco amigas de São João da Barra que sabe o motivo da manifestação que parou o Centro do Rio na tarde desta segunda-feira (26), Adiliana Farias, 28 anos, auxiliar administrativa daquela prefeitura, disse que a cidade pode parar sem o dinheiro dos royalties. “Sem o percentual da verba proveniente da exploração do petróleo à qual estamos acostumadas, como ficará São João da Barra?”, preocupa-se ela, que veio em um dos três ônibus disponibilizados pela prefeitura da cidade do Norte do Estado.

A manifestação, com sete carros de som, um deles da Furacão 2000, está concentrada entre a Avenida Presidente Vargas e a Avenida Rio Branco. De lá seguirá até a Cinelândia, onde shows de 11 cantores são aguardados.