Parque Nacional da Serra dos Órgãos estará no Projeto Copa da ICMBio 

Ideia é oferecer aos viajantes que amam o ecoturismo estrutura adequada durante a estadia 

Com 20.024 hectares nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) será uma das 27 áreas de conservação entre as 68 do país que participará do Projeto Parques da Copa, do Instituto Chico Mendes (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é oferecer estrutura adequada aos viajantes amantes do ecoturismo.

Não é para menos. São 130 km de aprazíveis trilhas, com maior ou menor grau de dificuldade, onde se pode apreciar mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, 462 espécies de aves, 105 mamíferos, 103 anfíbios e 83 répteis diferentes. O inverno é o período ideal para desbravar essa generosa natureza, em função dos baixos índices pluviométricos. A temperatura, no entanto, em geral desce a abaixo de zero.

Criado em 1939 para proteger as excepcionais paisagens e biodiversidade, o Parque tem três sedes, em Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim. De fácil acesso para os cariocas, que gastam cerca de 2h para chegar à sede de Petrópolis, com acesso pelo distrito de Corrêas, ela dispõe apenas de um centro de visitantes, sem estacionamento ou área de camping. A região, onde ficava a fazenda do empresário Franklin Sampaio, é ocupada por produtores de verduras e flores e se chama Vale do Bonfim. Uma pequena igreja com estilo espanhol, batizada de Nossa Senhora do Bonfim,  foi construída pelo filho de Franklin, Jorge, para seu próprio casamento. Hoje a comunidade mantém o templo com capricho e há bastante procura para casamentos bucólicos.

O Poço Paraíso, a apenas 600 metros da entrada, encanta os visitantes com suas águas cristalinas e geladas. Depois de se cadastrar na entrada, quem entrar tem de pagar uma taxa simbólica para ajudar na conservação do Parque – além de deixar seu nome na portaria para controlar o acesso e evitar desaparecimentos.  O investimento parece compensar. As trilhas estão muito limpas e bem cuidadas e podem ser exploradas por vários tipos de frequentadores. Há aqueles que desejam apenas um mergulho purificador no Poço Paraíso, as caminhadas, porém, têm tamanhos e dificuldades, para todo tipo de paladar.

Em cerca de 1h30, o visitante alcança o Véu da Noive, maior queda d’água do Parque, com 35m de altura. Com outra hora de caminhada ele chegará ao Queijo, local a mais de mil metros de altitude com deslumbrante vista panorâmica para o vale. E os de melhor preparo podem atingir o Pico Açu, com mais de 2.000m de altitude, a 8km da portaria, ou cerca de seis horas de íngreme caminhada. Lá em cima, o Parnaso mantém um chalé para brigar os visitantes, que terão de transportar apenas saco de dormir e alimento para garantir a estadia. A vista, que alcança o Rio de Janeiro e a Baía de Guanabara,  é de perder o fôlego. O local é disputado e as reservas têm de ser feitas com antecedência no site WWW.icmbio.gov.br/parnaso.

As alternativas não param por aí. Há ainda a travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 km de extensão pelo topo das montanhas. Ao longo de todo o percurso, que termina na sede de Teresópolis, debruça-se uma vista sensacional.

Quem quiser dormir no Vale do Bonfim dispõe de suas alternativas de hospedagem.  A Vila do Açu é um bed &breakfast, com diária para o chalé de casal por R$ 180, com café da manhã. Já o Paraíso do Açu cobra de R$ 240 ao casal em apartamento a R$ 335 no chalé luxo, também com café da manhã.