A Polícia Federal indiciou sete pessoas pela queda do edifício Liberdade, em janeiro, no Centro do Rio. Sérgio Alves, dono da empresa T.O, responsável pela obra do 9º andar, Cristiane Amaral, funcionária da empresa, quatro operários da obra, além do síndico do prédio, Paulo Renha, devem ser indiciados por crime de desabamento culposo qualificado, além de dano ao bem tombado pela união, pelos danos causados ao Theatro Municipal.
O síndico vai ser indiciado também por falsidade ideológica, por ter apresentado uma planta errada do prédio. "Não vou pedir a prisão de ninguém porque o crime é culposo", disse o delegado Fabio Scliar, responsável pelas investigações e que não quis adiantar por quantos anos de prisão os indiciados podem pegar ao final do julgamento.
O delegado está pedindo ainda a quebra do sigilo telefônico das cinco pessoas desaparecidas para tentar esclarecer se as pessoas estavam no local do desabamento.
Três edifícios desabaram no Centro do Rio na noite de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida 13 de Maio. Outro tinha 10 andares e era localizado na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal. Segundo a Defesa Civil do município, pelo menos 17 pessoas morreram.