Com honras militares, é enterrado o corpo do policial morto na Rocinha

Com honras militares, o corpo do policial Rodrigo Alves Cavalcante, de 33 anos, foi enterrado na manhã desta quinta-feira(05), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio. Rodrigo foi baleado por volta de uma hora da manhã durante uma patrulha a pé, na parte alta da favela da Rocinha, em São Conrado. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital Miguel Couto, mas não resistiu ao ferimento.

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Bastante abalados, familiares do policial acompanharam a cerimônia vestidos com camisa do Vasco da Gama, time de coração de Rodrigo.  Um helicóptero jogou pétalas de rosas sobre as centenas de pessoas que estavam presentes no cortejo, e uma salva de tiros foi feita em homenagem ao policial.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, esteve presente, ao lado de centenas de policiais do Batalhão de Choque. Antes do velório o coronel comentou a perda do cabo, que ele classificou como uma fatalidade. O coronel pediu confiança por parte da comunidade e afirmou que os bandidos terão retorno. Quando questionado se o incidente mudará a forma com que a polícia trabalha na Rocinha, o comandante geral falou que não haverá recuo:

“ É um caminho sem volta. Não vai ter recuo, vamos sempre avançar”

O Presidente do Clube dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, Jorge Lobão, estava presente no enterro e informou que uma recompensa de mil reais é oferecida para quem fornecer informações que levem ao autor do disparo.

“ A recompensa é uma forma de dinamizar a investigação”

Ao final da cerimônia o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Fábio Souza falou com a tropa e pediu para os companheiros de farda “não agirem com sentimento de vingança”.

História Trágica

A história da família do cabo Rodrigo Alves Cavalcante morto durante patrulha na Rocinha, é exemplo do preocupante estado da violência no Rio de Janeiro. Osaide de Holanda Cavalcante, pai do cabo Rodrigo, é policial reformado e teve que enterrar três filhos vítimas da violência.

Em 1993, um outro filho de Osaide, que era policial militar lotado no 18º BPM(Jacarepaguá), foi assassinado durante confronto. Um ano antes, Osaide perdeu outro filho em um assalto seguido de morte.

Morte do policial

O cabo Rodrigo Alves Cavalcante, do Batalhão de Choque do Rio de Janeiro, morreu após ser atingido por um tiro de pistola 9mm, durante patrulhamento na localidade chamada 199, na parte alta da favela da Rocinha, na madrugada da quarta-feira(4). O policial, que estava há cinco anos no Batalhão de Choque da Polícia Militar, fazia um patrulhamento noturno com outros seis policiais.

Ao se deparar com o bandido, Rodrigo tentou reagir, mas seu fuzil teria falhado. Os outros policiais que participavam da patrulha trocaram tiros com o homem que conseguiu fugir.  Segundo relatos, o bandido também teria sido atingido pois haviam marcas de sangue em direção à mata.

Essa é a terceira morte em 10 dias, e a nona desde fevereiro na Rocinha, ocupada pelas forças de segurança desde novembro do ano passado, após a prisão do então chefe do tráfico de drogas Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem.

Novas prisões

Na manhã desta quinta-feira, policiais do Batalhão de Choque prenderam dois suspeitos na região da Rocinha chamada de 199, a mesma onde o cabo Rodrigo foi assassinado. Denílson Lima Virgílio carregava uma granada e um outro homem identificado como “Meteoro”  estava com drogas. Os suspeitos foram levados para a 14ª DP, no Leblon.

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