Portela lamenta acidente que matou um e feriu 38 durante ensaio em Madureira

A Portela divulgou nota oficial sobre o atropelamento e explosão de uma granada ocorridos na noite deste domingo, nas proximidades da quadra da agremiação, em Madureira, na Zona Norte do Rio, que mataram uma pessoa e deixaram 38 feridos.

Segundo a nota, a Portela se solidariza com todas as famílias das vítimas e lamenta o ocorrido, reiterando a confiança nas autoridades competentes para que o episódio seja esclarecido. A presidência da escola vai acompanhar de perto as investigações sobre o caso.

A  Portela diz que, no momento do atropelamento, as vítimas já estavam no local de ensaio, mas os integrantes ainda se  concentravam dentro da quadra, na Rua Clara Nunes, 81, em Madureira. Os ensaios, que são feitos na Estrada do Portela, ainda não tinham começado quando houve o atropelamento.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que, do total de vítimas, 22 foram levadas para o Hospital Carlos Chagas, em Rocha Miranda, no subúrbio, com ferimentos por estilhaços. No Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste, foram atendidos dez pacientes atingidos por estilhaços, com escoriações e fraturas. Já o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte, recebeu seis vítimas do acidente, também com escoriações e fraturas.

De acordo com a diretoria da Portela, o público aguardava o início do ensaio técnico da escola, quando foi surpreendido pelo carro desgovernado. Mais tarde, uma granada foi lançada na área da concentração.

A Polícia Militar informou que 15 policiais militares do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM (Rocha Miranda) faziam a segurança do ensaio técnico da Portela quando um veículo furou o bloqueio da Guarda Municipal na Estrada do Portela, em Madureira. O oficial que comandava a operação determinou que os policiais militares priorizassem o atendimento e socorro às vítimas, orientando através da rede-rádio do batalhão que fosse montado um cerco para localizar e apreender o veículo, provavelmente roubado. 

Momentos após o acidente, os policiais militares ouviram um forte barulho sem que fosse possível identificar a origem e características do suposto artefato. O comandante do 9º BPM, tenente-coronel Gláucio Moreira da Silva, que esteve no local, afirmou que não houve a utilização de qualquer tipo de armamento não-letal pelos policiais militares.