Polícia apura se carro incendiado foi usado em atropelamento na Portela

A polícia investiga se um carro incendiado na Comunidade Mundial, em Rocha Miranda, no subúrbio do Rio, foi o mesmo usado no atropelamento que matou um e deixou 40 pessoas feridas, durante o ensaio na quadra da escola de samba Portela na noite do domingo (12). De acordo com o comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), tenente-coronel Gláucio Moreira da Silva, o modelo e a cor do veículo encontrado, na tarde desta segunda-feira (13), são os mesmos do que estaria envolvido no atropelamento.

Segundo o comandante, os policiais estão no local aguardando perícia. Ele ainda informou que a polícia já tem dois suspeitos identificados como possíveis condutores do veículo.

A Secretaria estadual de Saúde informou que 41 pessoas foram atendidas em hospitais da rede estadual. Uma delas morreu.

A Portela divulgou nota oficial em que se solidariza com todas as famílias das vítimas e lamenta o ocorrido, reiterando a confiança nas autoridades competentes para que o episódio seja esclarecido. A presidência da escola vai acompanhar de perto as investigações sobre o caso.

A  Portela diz que, no momento do atropelamento, as vítimas já estavam no local de ensaio, mas os integrantes ainda se  concentravam dentro da quadra, na Rua Clara Nunes, 81, em Madureira. Os ensaios, que são feitos na Estrada do Portela, ainda não tinham começado quando houve o atropelamento.

De acordo com a diretoria da Portela, o público aguardava o início do ensaio técnico da escola, quando foi surpreendido pelo carro desgovernado. Mais tarde, uma granada foi lançada na área da concentração.

A Polícia Militar informou que 15 policiais militares do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9º BPM (Rocha Miranda) faziam a segurança do ensaio técnico da Portela quando um veículo furou o bloqueio da Guarda Municipal na Estrada do Portela, em Madureira. O oficial que comandava a operação determinou que os policiais militares priorizassem o atendimento e socorro às vítimas, orientando através da rede-rádio do batalhão que fosse montado um cerco para localizar e apreender o veículo, provavelmente roubado. 

Momentos após o acidente, os policiais militares ouviram um forte barulho sem que fosse possível identificar a origem e características do suposto artefato. O comandante do 9º BPM, tenente-coronel Gláucio Moreira da Silva, que esteve no local, afirmou que não houve a utilização de qualquer tipo de armamento não-letal pelos policiais militares.