Em caso de greve, delegacias só deverão registrar casos graves, diz policial

Entre os policiais civis presentes na assembleia para decidir sobre a greve da categoria na Cinelância, na noite desta quinta-feira, o diretor jurídico do Sindipol, Francisco Chao, um dos líderes do movimento grevista, fazia críticas a atual estrutura da segurança pública no Rio de Janeiro. Para Chao, uma greve da categoria poderia, segundo ele, ter um lado bom:

"Tenho esperanças de que uma paralisação, além de melhorar nossos salários, vai provocar uma discussão ampla sobre a questão da segurança pública fluminense".

Chao critica, por exemplo, a necessidade de policiais fazerem o chamado "bico" para complementar o salário, o que, segundo ele, põe em risco a vida do policial e da população.

"Muitas vezes, as pessoas veem policiais dormindo nas viaturas e acham um escândalo. Na verdade, ele passou a noite acordado fazendo serviço de segurança particular", afirma.

Outro policial civil presente na Cinelândia, Eugênio Oliveira afirmou que, no caso de ocorrer a greve, está garantida a presença de, ao menos, 30% da corporação nas delegacias. No entanto, apenas registros de ocorrências consideradas emergenciais serão realizados nas DPs:

"Casos graves como estupros, tentativas de homicídio e lesão corporal grave serã registrados nas delegacias", disse Oliveira. "Já para os casos de menor importância, recomendamos que a população faça o registro pela internet".