Servidor do TRT-RJ que movimentou R$ 283 milhões é identificado 

Uma investigação da Polícia Federal (PF) identificou Rogério Figueiredo Vieira como o servidor do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro que movimentou R$ 283 milhões em 2002. As transações financeiras, consideradas atípicas, faziam parte de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A PF começou a investigar Vieira na semana passada, com base em informações da área de inteligência. Rogério Vieira ocupa o cargo de Analista Judiciário, Classe A, padrão 1. Foi nomeado para esta função em agosto de 2011. Mas, segundo, a assessoria de comunicação do Tribunal Regional do Trabalho, ele é funcionário do TRT desde 1993, segundo informações do Jornal da Globo.

A PF espera a confirmação oficial do Coaf para ouvir o servidor em um inquérito que apura a suposta prática de lavagem de dinheiro. O TRT divulgou uma nota, informando que Rogério passou nove anos afastado do tribunal, cedido para a Câmara dos Deputados. Segundo a nota, o servidor exerceu suas funções no tribunal até janeiro de 1998, quando foi cedido para a Câmara. Lá, ficou até dezembro de 2003. Depois de períodos de férias, licenças médicas e licenças sem vencimento, Rogério voltou ao TRT em 2007. Hoje, ele está lotado na seção de Protocolo Integrado. No período em que esteve na Câmara, um dos lugares por onde Rogério passou foi o gabinete do então deputado federal Bispo Rodrigues. Em um depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sobre supostas fraudes na Loteria Estadual do Rio De Janeiro, a Loterj, o Bispo Rodrigues informou que Rogério Vieria foi requisitado para trabalhar na área de informática do gabinete e ficou lá por seis meses: de 26 de maio a 26 de novembro de 2003. O ex-deputado Bispo Rodrigues não foi encontrado pela reportagem doJornal da Globo para comentar a nomeação de Rogério Vieira para o gabinete dele.