Depois de usar máquinas, como retroescavadeiras, para localizar os 17 corpos de vítimas dos escombros dos três prédios que desabaram no Centro, homens do Corpo de Bombeiros continuam o trabalho de maneira mais "minuciosa", conforme foi anunciado na tarde deste sábado (28). Ao todo, cinco pessoas continuam desaparecidas e estão sendo procuradas sem o auxílio de máquinas. Ao todo, 17 corpos já foram retirados dos escombros. O número total de vítimas fatais é estimado em 22.
Questionado sobre denúncias do jornal Folha de São Paulo de que estariam havendo furtos de objetos das vítimas que foram levados junto com os escombros para um depósito da Comlurb na Zona Portuária, Simões disse não acreditar nas informações veiculadas pelo diário. Os saques estariam sendo feitos por funcionários da Secretaria Municipal de Obras que atuam nas obras do Porto Maravilha.
“Eu acho que, se realmente aconteceu, e eu tenho dúvidas quanto a isso, me dá uma tristeza muito grande porque cada um de nós está envolvido com esse cenário de intenso sofrimento. Cada corpo que é retirado, a simples visão do corpo, já é, por si só, uma agressão para todos nós. Quando você tem contato com os familiares que estão lá, aguardando a nossa resposta, é uma das cenas mais tristes que se pode vivenciar. Nesse cenário, se alguém está pegando isso ou aquilo, é realmente para se lamentar, mas eu não creio que isso seja fato”, afirmou.
Ainda de acordo com Simões, as buscas devem ser encerradas na tarde deste domingo (29) no local da tragédia. Dos dois terrenos usados como depósitos de escombros - um na Zona Portuária e outro da Baixada - um deles está sendo alvo de uma grande ação de procura de corpos. A expectativa é que, como um dos corpos foi descartado como entulho, outros podem ser encontrados nas mesmas condições.
Com informações da Agência Brasil