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Salvo por elevador, pedreiro admite que paredes de prédio foram derrubadas 

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De volta ao local dos escombros dos três prédios que desabaram na noite de quarta-feira para prestar depoimento, Alexandre da Silva Fonseca, que ficou conhecido por sobreviver à tragédia após se proteger dentro de um elevador, revelou nesta manhã que a obra em que trabalhava no nono andar do edifício que veio abaixo, derrubando os outros dois, derrubou paredes. Porém, o ajudante de obras afirma que as duas paredes não faziam parte da estrutura do prédio.

"A gente só derrubou paredes de tijolos, nas paredes de concreto a gente não mexeu", disse. "Estávamos contratados para um trabalho de decoração, derrubamos o teto de gesso." A obra teria começado há pouco mais de duas semanas. Alexandre afirmou que não sabia se havia um engenheiro encarregado: "Eu era só ajudante, não me falavam dessas coisas."

Ele revelou ainda que estava muto emocionado ao voltar ao local da tragédia, o que não pretendia mais fazer. Ele atendeu a um pedido das autoridades, que queriam ouvi-lo sobre as condições da obra em que trabalhava.

Nesta sexta-feira, também foi encontrada nos escombros a bolsa de Alessandra Alves Lima, identificada graças aos documentos, segundo contou sua madrasta Sueli Mesquita. Alessandra foi dada como desaparecida porque conversava com o marido pela internet na hora do incidente. Ao perder o contato com a mulher, ele tentou telefonar, sem sucesso. Ao saber dos desabamentos, a família foi ao local aguardar notícias.