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Apagão afeta transportes e prejudica comerciantes

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Perto de um milhão de pessoas ficaram sem luz, no final da manhã desta terça-feira, devido a um apagão causado por um curto-circuito em duas linhas de transmissão de Furnas, que teria sido provocado durante uma poda de árvores no Médio Paraíba. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o acidente ocorreu às 10h40, tendo o sistema sido religado às 10h59. Porém, o restabelecimento completo ocorreu apenas às 11h26, informação corroborada por Ampla e Light, concessionárias que exploram o abastecimento de energia elétrica no estado do Rio.

O problema durante o horário comercial afetou a arrecadação do comércio. Presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Antenor Barros Leal lamentou o fato de uma simples poda de árvore interromper o abastecimento de energia em uma metrópole com o Rio de Janeiro.

"É inadmissível", definiu. "O prejuízo de um apagão como este é muito grande, imensurável. Quem trabalha com alimentos é muito prejudicado, pois tem de conservar os produtos sob gelo. Além disso, afeta a operação dos restaurantes, acaba com o conforto proporcionado pelo ar-condicionado".

O dirigente orienta os comerciantes que tiveram prejuízos com o apagão a buscarem seus direitos.

“A explicação de Furnas informa, mas não convence. É inaceitável que algo tão simples tenha causado um desalento desses. Há uma relação de causa e efeito, isso é um prejuízo causado a quem compra ou presta um serviço e tem a responsabilidade da qualidade do mesmo. Os prejudicados tem que buscar seus direitos em relação à empresa que causou esse dissabor”, analisou.

Problemas também foram registrados em hospitais, como o dos Servidores do Estado, que teve de operar com o auxílio de aparelhos, e nos meios de transporte. No metrô, a falta de energia fechou 11 estações da Linha 2, que reabriram 55 minutos depois. Algumas estações da Linha 1 foram afetadas, mas sem prejuízo para a operação, informou o MetrôRio. Segundo a Infraero, o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador (Zona Norte), também foi atingido. Os guichês de check-in das companhias aéreas foram fechados, as escadas rolantes e elevadores não funcionaram, e os painéis eletrônicos com informações sobre embarques e desembarques ficaram fora de operação.

A falta de energia elétrica atingiu o pólo industrial da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras. Com o corte no abastecimento, o sistema que abastece o local soltou uma fuligem preta, o que assustou funcionários, que chegaram a suspeitar de incêndio nas instalações. 

A assessoria do Copa D'Or informou que Washington Luiz Furtado (56 anos), funcionário de Furnas que foi eletrocutado durante a poda de árvores que causou o apagão, deu entrada na unidade às 19h30 desta terça-feira "com aproximadamente 40% do corpo sob queimaduras". "Encontra-se na Terapia Intensiva do Hospital e seu estado de saúde é considerado grave. Segue em observação pela equipe clínica e não há previsão de alta", informa o hospital.