Vice-presidente do TRT-RJ: ainda não se pode esclarecer origem de recursos

Carlos Alberto  Drummond participou de coletiva sobre movimentação de R$282 milhões

Depois da divulgação da informação de que um magistrado ou servidor do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro movimentou R$282,9 milhões no ano de 2002, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o vice presidente do Tribunal, desembargador Carlos Alberto Araujo Drummond, afirmou na tarde desta segunda-feira (16) que ainda não foi oficialmente notificado sobre o assunto e não teve acesso ao relatório do Conselho. Assim, ele alegou não poder esclarecer a origem dos recursos e o autor das movimentações. 

O magistrado informou ainda que enviou hoje (16) ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo esclarecimentos sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, que apontou irregularidades nas referidas movimentações financeiras. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, também foi comunicado sobre o pedido.

Segundo ele, a presidência da corte tomou conhecimento pela imprensa das 16 movimentações irregulares apuradas pelo Coaf, no total de R$ 282,9 milhões. “Não temos nenhuma notícia pretérita. Desconhecemos o assunto. Sequer sabemos do que se trata”, declarou.

Drummond disse não por em dúvida os valores levantados pelo Coaf. “Mas, quero saber o que ocorreu. Não posso fazer pré-julgamento e condenar previamente quem quer que seja”. Reiterou não ter ideia de quem efetuou as movimentações atípicas, por se tratar de objeto de sigilo fiscal. “Seria crime se eu soubesse. Alguém teria cometido crime se violasse o sigilo fiscal para me dar essa informação”.

O desembargador informou que o orçamento do TRT-RJ hoje é R$ 1 bilhão, dos quais R$ 900 milhões são gastos no pagamento de salários, contratos e serviços. O tribunal tem 4.500 servidores e 134 varas.

Com informações da Agência Brasil