Exclusivo: confira as reivindicações dos policiais militares ao governo do Rio

Os policiais militares que integram  movimento grevista se reúnem na manhã desta sexta-feira, às 9h, com o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho. O Jornal do Brasil teve acesso à pauta da reunião, após a qual o coronel Erir Ribeiro deve levar as reivindicações ao governador Sérgio Cabral. 

Piso salarial

Os policiais militares do Rio, donos do pior salário-base do Brasil, querem um aumento dos vencimentos iniciais de R$ 1.031 para R$ 3.000. A justificativa dos grevistas é a alta complexidade e periculosidade das atividades da PM no estado, cujo crime organizado é bem mais forte do que em outras regiões do país. 

Carga horária

Os grevistas também pedem o estabelecimento de uma carga horária fixa de 40 horas. Em alguns casos, os policiais militares chegam a trabalhar em jornadas de 72 horas semanais, contrariando a legislação que rege os funcionários públicos estaduais. Eles também querem ter direito a outros benefícios do funcionarismo público estadual, como remuneração extra do trabalho noturno, licença paternidade, redução de carga horária e gratificação para atividades insalubres ou perigosas. 

Fim das prisões administrativas e proteção dos policiais grevistas

Os policiais também pedem a revisão do regulamento da Polícia Militar e a adoção de um novo código de ética, já que o atual ainda prevê a prisão de agentes por infrações pequenas, como o atraso. Para evitar atitudes truculentas do governo contra o movimento grevista, eles também pedem ao comando que não transfira ou prenda os agentes que estejam fazendo reivindicações para melhorias na categoria. 

Vale-transporte

A falta de um vale-transporte adequado à distância entre a residência e o local de trabalho dos policiais também é outra reclamação. Em algumas UPPs, onde agentes recém-formados do interior do estado estão lotados, os gastos com transporte chegam consumir 50% do salário. Por isso, os grevistas pedem a regularização dos vale-transportes. 

Sistema de "rancho" e vale-refeição

Outro pedido é o fim do sistema de "rancho", que obriga os policiais militares a realizarem suas refeições nos refeitórios das unidades. De acordo com os policiais, falta higiene na preparação das refeições e a comida servida não condiz com o cardápio divulgado pela Polícia Militar. 

Falta de equipamento e segurança

O movimente também quer que o governo do estado tome medidas para garantir a segurança dos policiais militares em seu trabalho e leis mais severas para crimes contra policiais. A justificativa são os ataques constantes aos agentes. Eles também solicitam a adequação do equipamento policial já que, em muitos casos, os coletes à prova de balas não estão disponíveis em todos os tamanhos.