Campanha de desarmamento recebe apoio da Polícia Militar do Rio

A Polícia Militar aderiu oficialmente ontem à Campanha Nacional de Desarmamento. A participação das forças de segurança estaduais faz parte da segunda fase do programa,que já completou sete meses. A partir de março, todos os batalhões do estado começarão a receber armas. Antes disso, em fevereiro, os policiais militares passarão por um curso de qualificação para atuarem no programa.

 Atualmente, o Rio está em terceiro lugar no ranking de recolhimento de armas no Brasil. A expectativa é que, com o aumento do número de postos, a arrecadação cresça.

– Todos os batalhões estarão aptos a receber armamentos. Vamos lutar para alcançar o primeiro lugar – afirmou o comandante da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro.

A Polícia Civil já está participando da campanha, com o preparo de 136 delegacias, que tiveram suas estruturas adaptadas para receber o armamento. Desde a primeira fase do programa, as polícias Federal e Rodoviária Federal também estão recolhendo armas. No Rio de Janeiro, os moradores têm ainda a opção de entregar seus armamentos na sede do Viva Rio, única ONG do País a participar da campanha.

De acordo com o coordenador Nacional de Mobilização da Sociedade Civil, Antonio Rangel, nos últimos dez anos houve uma redução de 11% nos homicídios por arma de fogo no País, graças à Campanha Nacional de Desarmamento. Além de não precisar se identificar, o cidadão que decidir entregar sua arma recebe uma quantia em dinheiro por isso.

– O anonimato é garantido. Além disso, ao contrário da campanha realizada em 2004, quando a pessoa demorava três meses para receber a indenização, o cidadão agora pode sacar o dinheiro em 24 horas, em caixas do Banco do Brasil. O pagamento varia de R$ 100 a R$ 300, dependendo da arma. O armamento é inutilizado na frente da pessoa para que não haja desconfiança de desvio das armas – disse Antonio Rangel.