As fortes chuvas que estão caindo no estado há duas semanas já repercutem na agricultura e, consequentemente, nos preços de hortifrutigranjeiros. Com lavouras atingidas pelas enchetes na Região Serrana, Norte e Noroeste, alguns alimentos já registraram aumento de mais de 100% no atacado, segundo a Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa Grande Rio (Acegri). O acréscimo nos preços deve ser repassado ao consumidor final.
“Toneladas de alimentos estão perdidas devido à dificuldade de escoamento e cheias nas áreas de cultivo. Infelizmente, o prejuízo acaba sendo repassado ao consumidor que, além de pagar mais caro, tem menos oferta nos mercados e feiras”, declarou o presidente da Acegri, Waldir Lemos.
Entre os produtos que já irão pesar no bolso da dona de casa estão o brócolis, que teve um aumento de 125%. Na semana passada, o amarrado da verdura, com aproximadamente 1 quilo, saía a R$ 4 reais. Hoje os boxes do Ceasa comercializavam a verdura por R$ 9 reais.
A abobrinha, o quiabo, o tomate e a vagem macarrão também já registraram aumento. A caixa da abobrinha, com 14 quilos, passou de R$ 30 reais para R$ 60. A caixa da vagem macarrão com, aproximadamente 15 quilos, está custando R$ 100. Na semana passada ela custava R$ 40 reais - um aumento de 150%.
O quilo do quiabo, que saía em média a R$ 2,15 nos boxes, hoje estava sendo comercializado a R$ 3,60. O tomate é outro vilão da feira esta semana. O fruto registrou a elevação de 75% se comparado a primeira semana de janeiro. Mas de acordo com Lemos, o tomate deve ter o preço reduzido nas próximas semanas por conta do início da safra na cidade de Caçador, em Santa Catarina.