Os prefeitos das
regiões Serrana e Centro-Sul fluminenses se reuniram com o secretário de
Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, para discutir detalhes da
expansão do Programa Renda Melhor, inserido no programa de superação da pobreza
extrema do Estado, o Rio Sem Miséria. A expectativa é que, a partir de fevereiro
de 2012, toda a Região Metropolitana e os 20 municípios com o maior número de
famílias vivendo na linha da pobreza extrema sejam beneficiados.
Os custos devem chegar a R$ 15 milhões mensais ao ano. Até o fim de 2013, todo o estado deverá ser contemplado com o plano, totalizando 300 mil famílias atendidas, o que representa 7% da população fluminense.
– O Rio Sem Miséria é uma das prioridades do governo. Nós temos em nossas mãos uma oportunidade histórica e uma possibilidade concreta de tirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Até 2014, vamos transformar essa meta em realidade – afirmou Rodrigo Neves.
Os municípios de Paraty, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, Sapucaia, Areal, Trajano de Morais e São Sebastião do Alto estão entre os próximos beneficiados. O projeto-piloto foi implantado, há cerca de seis meses, em Japeri, Belford Roxo e São Gonçalo, e conta com investimentos de R$ 4 milhões mensais.
– A parceria com o Estado é de extrema importância porque os municípios pequenos não têm condições de, sozinhos, apenas com os recursos próprios, elaborar uma ação efetiva para atender as famílias extremamente pobres. E o Renda Melhor acaba beneficiando toda a comunidade, porque aquece o comércio local – disse o prefeito de Sapucaia, Anderson Zanon.
O plano é composto por três vertentes: o Renda Melhor, que é a transferência de renda, entre R$30 e R$300, para as famílias que vivem com menos de R$ 100 per capita; o Renda Melhor Jovem, poupança-escola oferecida aos jovens das famílias beneficiadas pelo Renda Melhor e a Gestão de Oportunidades Econômicas e Sociais.