Justiça nega habeas corpus a acusado de assassinato de juíza

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou hoje (8) o pedido de liberdade para o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, ex-comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. O oficial é acusado de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto deste ano.

Oliveira está preso no Presídio Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. O habeas corpus foi negado por unanimidade pelos desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Também estão presos em Bangu 1 mais dez policiais militares denunciados pelo crime.

A juiza Patrícia Acioli, que era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi morta com 21 tiros ao chegar em casa, em Niterói, na região metropolitana. Segundo a investigação policial, ela foi executada por ter condenado PMs envolvidos com milícias que exploram, entre outros crimes, o transporte alternativo naquele município.

Amanhã (9), o presidente do Tribunal do Juri de Niterói, juiz Peterson Barroso Simão, começa a ouvir as testemunhas de defesa e acusação do crime. Durante seis dias vão prestar depoimentos nas audiências de instrução do processo 150 pessoas, além dos 11 policiais militares réus no processo.