PMs acusados de matar a juíza Patrícia visitaram cena do crime um mês antes

Os três policiais militares que tiveram suas prisões temporárias decretadas no último domingo (11), acusados de matar a juíza Patrícia Acioli há um mês, estiveram nas imediações da casa da magistrada com uma viatura do 12º BPM (Niterói) um mês antes do crime. As informações foram divulgadas pelo presidente da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Antônio Siqueira. 

Ainda de acordo com Siqueira, os PMs usaram um veículo sem GPS para estudar o local do crime sem levantar suspeitas. Como eles estavam lotados no 7º BPM (São Gonçalo) e usaram uma viatura do Batalhão de Niterói, agentes do 12º podem ter facilitado o acesso ao veículo.

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Acusados de terem participado da morte da juíza, o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sergio Costa Junior e Jefferson de Araujo Miranda — do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM (São Gonçalo) — tiveram as prisões temporárias decretadas ontem e seguem presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica.

Segundo informações do delegado titular da Divisão de Homicídios (DH), Felipe Ettore, responsável pelas investigações, a morte da juíza aconteceu imadiatamente depois da vítima receber a advogada dos PMs em seu gabinete. Na conversa, Patrícia revelou à advogada que decretaria a prisão dos envolvidos na morte de um jovem em São Gonçalo.

"Os PMs estavam desesperados para não serem presos novamente. Quando receberam a informação da advogada de que ele pediria as prisões novamente, eles seguiram a Patrícia e a mataram", contou Ettore. 

De acordo com o presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Rebêlo, o Ministério Público do Rio e a Polícia Civil investigam se a advogada dos policiais colaborou na prática do crime. A identidade da mulher não foi divulgada. 

Patrícia Acioli foi morta no dia 12 de agosto, quando se aproximava do condomínio onde vivia, em Piratininga, no município de Niterói. A juíza de 47 anos trabalhava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ) e já tinha recebido várias ameaças de morte graças às condenações de policiais militares envolvidos em episódios de corrupção.