Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - O prefeito Eduardo Paes lançou ontem, no Palácio da Cidade, o programa Morar Carioca, que prevê a urbanização de todas as favelas do Rio de Janeiro até 2020. As ações fazem parte do Plano de Legado Urbano das Olimpíadas de 2016 e devem custar cerca de R$ 8 bilhões, que virão da Prefeitura, governo federal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento do município, Felipe Góes, o objetivo do programa é acabar com o conceito de uma cidade partida entre as comunidades e o asfalto.
Integração é a palavra chave desse plano disse Felipe. Ele vai integrar definitivamente todos os assentamentos precários, as comunidades carentes, à chamada cidade formal.
O Morar Carioca conta com a ajuda com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), que vai elaborar o projeto de urbanização das áreas carentes. A estimativa da prefeitura é de que a iniciativa beneficie mais de 260 mil moradias nas 539 favelas do Rio de Janeiro.
Além das obras urbanísticas, a iniciativa também prevê a implantação e conservação de serviços básicos, como iluminação, pavimentação, limpeza e implantação de um sistema capaz de controlar o surgimento e o crescimento desordenado de favelas.
Apesar de admitir que a escala do Morar Carioca é ambiciosa, Eduardo Paes vê o programa como fundamental para a cidade.
É um projeto muito audacioso, mas essa é uma cidade que tem que estabelecer metas ousadas, e isso representa um olhar para o futuro comentou o prefeito, empolgado com o projeto. O Morar Carioca une projeto de urbanização com possibilidade de mudanças da habitação.
Plano Piloto
Equipes de prefeitura começarão a traçar o plano piloto do projeto pelos morros Dona Marta, em Botafogo, e Borel, na Tijuca. As comunidades serão analisadas pelas secretarias envolvidas no programa amanhã e na sexta-feira.
Além das favelas que passarão por obra, 54 comunidades cujo padrão urbanístico já atende ao que a o programa pretende alcançar receberão trabalhos de conservação.