Flávio Dilascio, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Depois de quatro meses encoberta por lonas e andaimes, a estátua do Cristo Redentor começou a reaparecer para cariocas e turistas nesta quarta-feira, quando operários retiraram tudo o que cobria cabeça, braços e parte do tronco do monumento. Eleito em 2007 como uma das sete novas maravilhas do mundo, o ícone maior da Cidade Maravilhosa passa por processo de restauração, devido a desgastes e problemas estruturais. A manutenção, entretanto, só estará finalizada no próximo dia 29, quando está programada uma grande festa, promovida pela patrocinadora da reforma, a mineradora Vale, que investiu R$ 7 milhões no projeto.
Tínhamos 88 toneladas de andaimes cobrindo o Cristo. Posso dizer que, com a retirada de grande parte deles, partimos para a reta final da restauração afirmou o padre Omar Raposo, responsável pela capela do Cristo.
As obras começaram no final de janeiro, com a realização de reparos internos no monumento. Foram recuperadas várias escadas, desgastadas e enferrujadas pela ação do tempo. Na última semana de fevereiro, os andaimes começaram a ser instalados, para o início da fase de restauração externa.
A obra vem sendo executada pela Cone Engenharia, sob responsabilidade da arquiteta Márcia Braga, que já participou de três outras empreitadas no Cristo.
Uma das novidades a serem implementadas no monumento é a instalação de câmeras de TV, que transmitirão missas e eventos ao vivo pelo site da Arquidiocese.
Queremos transformar isto aqui em um ambiente mais acolhedor para os visitantes revelou o padre Omar Raposo.
Pichação
Aproveitando-se da colocação dos andaimes e do fechamento do Parque Nacional da Tijuca, por conta das chuvas do início de abril, três homens picharam o Cristo no último dia 15 de abril. Denunciados em primeira mão pelo JB, dois dos pichadores Paulo de Souza dos Santos, o Aids, e Edmar Batista Carvalho, o Zabo se entregaram à polícia e respondem em liberdade pelo crime de depredação patrimonial e intolerância religiosa. O terceiro membro do grupo, conhecido como Lub, ainda não foi localizado e nem se apresentou.