PM liga carro que explode. Crime pode estar ligado a máfias

Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O cabo da Polícia Militar Brás Luiz de Oliveira teve a perna decepada e queimaduras em 80% do corpo após a explosão de seu carro, na manhã de terça-feira. Apesar de o militar não ter qualquer anotação na Corregedoria da corporação por envolvimento em milícias ou com o jogo do bicho, a inteligência da PM investiga a possibilidade de atentado. De acordo com o setor, existe a hipótese de o cabo ter sido vítima de uma ação orquestrada por contraventores.

Segundo informações de alguns de seus colegas, no instante em que o policial girou a chave de seu carro, um astra, na garagem de sua casa, na Rua São Tito, em Campo Grande (Zona Oeste), o veículo explodiu.

Ainda de acordo com a corporação, o cabo, lotado no 40º BPM (Campo Grande), está internado em estado gravíssimo no centro cirúrgico do Hospital Rocha Faria, também em Campo Grande.

Primeira pessoa a chegar ao local da explosão para prestar socorro à vítima, o taxista Julião Barros de Araújo, afirmou que o cabo Brás estava lúcido e falando nos instantes seguintes ao ocorrido. De acordo com Julião, o policial militar mosttrava-se inconformado com o acidente que acabara de sofrer e, questionava o que teria motivado o suposto atentado.

Eu nunca fiz mal a ninguém. Porque fizeram isso comigo? teria dito o cabo ao taxista.

Perícia

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) estiveram no local e reforçaram a hipótese de atentado, afirmando que a explosão ocorreu dentro do carro. Pela análise do que restou do carro, os especialistas descartaram a hipótese de acidente com o kit gás do veículo.

A semelhança com a morte do filho do contraventor Rogério Andrade leva a polícia a investigar a ligação do PM com máfia de caça-níquel.