Quadra foi invadida pela água e jogadoras do Rio dormem no ginásio

José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - As fortes chuvas que inundaram o Rio deixaram o vôlei literalmente submerso. A recém reformada quadra do Maracanãzinho virou um grande piscinão, com água a dois metros de altura. As jogadoras do Rio de Janeiro, do técnico Bernardinho, viveram uma noite de terror. Elas foram obrigadas a dormir no ginásio, sobre espumas de placas de publicidade. Para 'matar' a fome, comeram pizzas trazidas de moto de madrugada por um amigo da ponteira Regiane.

Sem alternativas, a CBV adiou de terça-feira para quinta-feira a segunda partida da série melhor de três da semifinal da Superliga 2009/2010 entre Rio de Janeiro e São Caetano. O jogo será realizado, às 21h30, na quadra do Tijuca Tênis Clube.

O drama das jogadoras do Rio de Janeiro teve início na noite de segunda-feira, quando começaram os temporais no Rio. Elas treinavam no Maracanãzinho quando a água da chuva invadiu a quadra. Com o entorno do complexo do Maracanã alagado e o trânsito interrompido, as jogadoras ficaram ilhadas na quadra. Apavoradas, elas e a comissão técnica passaram a ligar para parentes e amigos a fim de tranquilizá-los e saber como estava a situação na cidade. Bernardinho resumiu bem o que se passava dentro do ginásio e na cidade.

Foi caótico. Ninguém descansou, não sei como será o jogo disse ele, que improvisou uma cama no ginásio.

Hélio Griner, seu assistente técnico, foi além:

Tiramos água com o rodo. Mas, durante a madrugada, por volta de duas da manhã, voltou a chover forte e a água invadiu a quadra. Tivemos que subir para as tribunas.

A equipe só deixou o ginásio às 12h de terça-feira, depois de quase 20h de angústia. Carol Gattaz, Camila Adão, Luísa e Carolzinha arriscaram e saíram à noite no carro de Gattaz. Mas ficaram paradas durante três horas no trânsito.

Nunca vi nada igual. Ficamos paradas três horas, na Tijuca, sem falar nas quatro horas ilhadas no Maracanãzinho, cansadas, e sem perspectiva de melhoras disse Gattaz, que só chegou em casa com as amigas às 6h30 de terça-feira.

Em nota divulgada terça-feira, o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, disse que o Comitê Olímpico Internacional reiterou o seu absoluto apoio ao Rio de Janeiro, entendendo que se trata de um fato metereológico de natureza extraordinária, que pode acontecer em qualquer cidade do mundo. E demonstrou ainda total satisfação com a rápida mobilização das autoridades públicas da cidade e do estado .