Agência Brasil
RIO - O Serviço de Meteorologia do Rio de Janeiro registrou o maior índice pluviométrico da cidade desde que começou a medição, há mais de 40 anos. Os pluviômetros do órgão marcaram 288 mm de chuva no período, o equivalente a 288 l de água por m², como consequência da chuva intermitente que atinge a cidade desde o fim da tarde da última segunda.
As três estações meteorológicas que registraram mais chuvas entre o começo da noite de segunda até as 15h desta terça foram a do Forte de Copacabana, com 194,6 mm, de Seropédica, com 167,4 mm, e de Jacarepaguá, com 124,6 mm.
As medições oficiais do índice pluviométrico, realizadas pelo Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet), ainda não foram divulgadas. De acordo com o meteorologista Mamedes Luiz Melo, estão previstas chuvas fortes para esta terça, mas o tempo será de céu nublado e com chuva fina a partir de quinta-feira.
O prefeito Eduardo Paes afirmou que esta é a pior chuva na cidade nos últimos 30 anos. De acordo com o órgão, os registros de chuva mais forte no estado do Rio de Janeiro são na Ilha de Guaíba, na região de Mangaratiba. "No dia 14 de maio de 1983 choveu o equivalente a 337 mm na área", disse o meteorologista.
As chuvas mais torrenciais na lembrança dos cariocas acima de 50 anos são as que atingiram a cidade no começo de 1966. Segundo os registros oficiais choveu o equivalente a 166 mm.
Embora tenham sido em menor volume do que agora, as águas de 1966 puseram abaixo vários casarões de quatro andares em Santa Teresa, bairro onde está localizado o Morro dos Prazeres, área mais atingida pelas chuvas de agora, segundo a Defesa Civil.
Estragos e mortes
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, pelo menos 95 pessoas morreram em função das chuvas desde a noite de segunda-feira. Foram registrados pelo menos 180 deslizamentos e há ainda muitos desaparecidos. A maioria das mortes, 40, aconteceu em Niterói.