Praça Tiradentes tem projeto para revitalização

Marcelo Fernandes, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Lar da mais antiga estátua do Brasil, a de Pedro I, em homenagem a um dos mais importantes ícones da independência nacional. E endereço de dois dos mais importantes teatros do país, o João Caetano e o Carlos Gomes, a Praça Tiradentes continua à espera que o poder público realize melhorias na área.

Na última quinta-feira, a Secretaria de Cultura publicou no Diário Oficial do município uma licitação para, em parceria com o Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, reurbanizar a praça. Serão gastos na obra mais de R$ 2,5 milhões.

Não é a primeira vez que a Prefeitura anuncia que vai reformar a praça. Em 2008, a extinta Secretaria de Patrimônio, cujas atribuições foram posteriormente transferidas para a de Cultura, anunciou a revitalização do local.

Entre os projeto divulgados inicialmente, alguns foram concluídos, como a reforma da casa onde nasceu a cantora lírica Bidu Sayão. O imóvel, que seria a sede de um centro cultural, foi totalmente reformado, e seria destinado à exposições culturais, mas ainda se encontra vazio desde dezembro de 2008, quando as obras terminaram.

Já a obra para expansão da praça, com a a retirada dos pontos finais das linhas 391 (Padre Miguel), 383 (Realengo) e 313 (Penha), na Rua Gonçalves Ledo, programada para acontecer até o final do ano passado, ainda nem teve início.

O projeto também visava a construção de moradias populares em prédios abandonados, mas alguns imóveis da área continuam vazios e necessitando de reformas, inclusive sem cobertura.

De acordo com o Programa Monumenta, a atuação do governo federal é de orientação e disponibilização de recursos, e a responsabilidade da execução seria da prefeitura.

Já segundo a Secretaria de Cultura, as obras atrasaram devido ao grande número de locais beneficiados em todo o Brasil pelo projeto do Ministério da Cultura.

O órgão acrescentou que já existe uma empresa vencedora da licitação, e o contrato será assinado esta semana, dependendo apenas de alguns detalhes a serem acertados na RioUrbe.

A reurbanização da região está programada para começar no prazo máximo de dez dias. E, ainda conforme a secretaria, vai incluir toda a parte de pavimentação, iluminação da praça e arredores e novamente a retirada dos pontos dos ônibus.

No local, a tônica é o abandono do mobiliário urbano. Diversos postes estão com as luminárias quebradas, e um deles partiu ao meio há pelo menos duas semanas. Os restos ficaram jogados embaixo de uma árvore. O piso de pedras portuguesas tem falhas em diversos pontos, e em alguns locais a grama já começa a crescer.

Um dos portões está quebrado, e a grade que cerca o lugar está enferrujado, com limo em toda a mureta. Para o comerciante Édson de Mello, de 48 anos, que trabalha nas proximidades e que descansa durante a hora do almoço em um dos bancos, a impressão de descaso prejudica a todos.

Eles podiam dar uma limpada, reformar. Isso reflete até no comércio da área, muitos cliente viriam se fosse mais bonito o lugar. O problema é que são muitas promessas para pouca ação resume o comerciante.