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RIO - Um jovem de 25 anos, formado em relações internacionais, se apresentou no fim da manhã desta quinta-feira na 10a DP (Botafogo) para confessar ter atropelado a universitária Danyenne Santos da Silva, 24 anos, na noite de segunda-feira, no Aterro. Ele admitiu não ter socorrido a vítima, que morreu no local, e alegou, em depoimento, que teria ficado com medo de ser linchado. Ele foi indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro, mas deve responder em liberdade.
O jovem chegou à delegacia acompanhado dos pais e de um advogado. Segundo os policiais, ele aparentava estar muito abalado e sob efeito de remédios. De acordo com a polícia, somente a perícia poderá dizer em que velocidade ele estava no momento do acidente.
O carro do rapaz, que ainda presta depoimento na delegacia, está com parte do para-brisa quebrado e o capô amassado. O veículo, que apresenta vestígios de sangue e muitos estilhaços de vidro, ficará apreendido na delegacia.
Segundo o chefe da investigação, inspetor Antonio Carlos, o rapaz teria se apresentado por perceber o cerco da polícia.
No início, disseram que era um carro da marca Peugeot. Mas, depois, com depoimentos de testemunhas, inclusive dos menores, que furtaram os pertences da moça, descobrimos que era um Citroen C-3 e conseguimos as três letras da placa. De um levantamento de carros dessa marca que passaram pelo local, passamos a investigar 28 veículos. Como o carro estava com avaria, começamos a monitorar as autorizadas , disse.
Danyanne Santos da Silva morreu atropelada após sair do trote da Faculdade Hélio Alonso (FACHA), onde havia ingressado há duas semanas para o curso de Direito.
A estudante estava acompanhada de um amigo, que também foi atropelado e sofreu ferimentos leves. Assim como Danyanne, por medo de assalto, muitos pedestres evitam usar as passagens subterrâneas para atravessar as pistas do Aterro do Flamengo.