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Marcelo D2: Leblon é que faz a cabeça do rapper

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Fernanda Malta, Jornal do Brasil

RIO - Marcelo Maldonado Peixoto, o D2, 40 anos, já foi criticado e até preso por apologia à maconha. Mas, aqui, o discurso foi mais light: os elogios do cantor foram direcionados ao Leblon. Bairrista, Marcelo D2 faz quase tudo a pé, pertinho de casa: bar, cinema, padaria, livraria, e teatro preferidos ficam na região mais nobre da Zona Sul Carioca.

Moro no Leblon desde que me entendo por gente. Gosto de criar meus filhos aqui, porque eles ficam livres nas ruas, e têm tudo perto elogiou o rapper.

D2 diz ainda que vê um pouco do Rio em todas as cidades por onde anda. No entanto, às vezes se irrita com a impressão que os gringos têm de nós.

Geralmente, as pessoas acham que o Rio é mais bagunçado do que é. E não é só lá fora que isso acontece, não. No interior, muita gente pensa que vivemos no Velho Oeste, todos armados para enfrentar a rotina. E o pior é que é quase isso reconhece.

A descontração dos moradores do Rio inspira Marcelo, tão irreverente quanto os conterrâneos. Já a marra é um traço carioca que ele dispensa.

Essa mistura a gente só encontra aqui mesmo conclui D2, que reconhece sua cidade natal quando ouve um taxista lhe dizer: Falaaaaa D2! .

Sabor do Rio:

Chope gelado.

Livraria:

Letras e Expressões do Leblon.

Teatro:

Oi Casa Grande, no Shopping Leblon. Gostei muito do que fizeram depois da reforma.

Museu/Casa de Cultura:

O CCBB ainda é um lugar especial.

Padaria:

Rio Lisboa.

Cinema:

Cinema Leblon, de rua mesmo. Ainda tem aquela sala gigantesca.

Feira:

O que é isso? Não costumo frenquentar.

Melhor pôr-do-sol:

O clássico, no Posto 9. Não vou há muito tempo, mas adoro.

Maior furada do Rio:

Praia depois de dia de chuva.

Dica secreta:

O bar/boate Cinemathéque, em Botafogo. É um lugar que sempre tem um showzinho ou algo de bom rolando.

Fora da Zona Sul:

Samba em Madureira, na Portela e no Império Serrano.

Rio antigo:

Um passeio no Centro do Rio olhando para cima é imperdível.

Maior saudade:

Angu do Gomes, uma barraquinha na Praça 15. Comia sempre com o meu pai quando era moleque.

Passeio:

O Jardim Botânico é sempre muito bom.

Alma do Rio:

Irreverência, a maneira descontraída do carioca. Isso a gente só encontra aqui mesmo.

Beleza do Rio:

Minha filha Maria Joana.

Quando você sabe que está no Rio?

Geralmente quando pego um táxi e o motorista olha para mim e diz: Falaaaaaa D2! , aos berros.

Quando você sabe que não está no Rio?

Acho que cada cidade tem um pouquinho do Rio. Mas, quando não estou aqui, sinto falta da beleza natural, da mata verde, e dos morros.

Melhor papo:

No balcão do Jobi ou em pé do lado de fora.

Que lugar merece um Choque de Ordem?

A Câmara dos Deputados.

Lugar no estádio:

Na torcida do Flamengo, a Jovem. Se bem que hoje em dia, prefiro ir sossegado nas cadeiras da tribuna.

Melhor comida de rua:

Taqueria Guadalupe. É um ambulante que vende taco em Copcabana. É demais.

Transporte alternativo:

Meus pés.

O que falta no Rio?

Muita coisa. Mas, principalmente, segurança para quem mora na favela. Todo mundo se preocupa com a segurança do asfalto e não se importam com quem mora lá em cima. Acho legais as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora).

O que sobra no Rio?

Muita marra.

Se não for o Rio, só...:

Em Floripa.

Rua bem carioca:

Mem de Sá, na Lapa.

Aventura carioca:

Maracanã num jogo de final, com o Flamengo jogando.

Som para lembrar do Rio:

Qualquer um do Zeca Pagodinho.

Delivery:

Bistrô 66

DJ/Festa:

Na Beca, no restaurante Atlântico, em Copacabana. A festa acontece às segundas-feiras, meu dia de folga.

Locadora:

K-Vídeo, Cobal do Humaitá

Frase que define o Rio:

Só consigo pensar em sacanagem.... Pode ser Um chope com cerveja gelada depois da praia ?