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Justiça manda parar obra no Hotel Intercontinental

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João Pequeno, JB Online

RIO - Liminar da 6ª Câmara Cível determinou nesta quinta-feira a suspensão das obras e das vendas de terrenos na área do Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul, onde ficavam os jardins projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) e foram tombados em 4 de agosto pela Subsecretaria de Patrimônio Cultural, ligada à Secretaria Municipal de Cultura cinco meses depois que as obras já haviam sido iniciadas, como o JB antecipou, há dois meses.

A medida cautelar interrompendo as obras foi deferida pelo desembargador Francisco de Assis Pessanha e também suspende as vendas de apartamentos em um prédio de 16 andares que vinha sendo construído pela incorporadora Brookfield empresa que adquiriu este ano a construtora Brascan até que seja julgada a apelação.

O desembargador seguiu o parecer da procuradora Ilma de Araujo Barros, dando conta de que, caso não fosse adotada a medida cautelar paralisando as obras, a ação popular contra a construtora poderia perder o efeito, caso fosse julgada após a conclusão do prédio.

A ação foi movida pelo deputado federal Otávio Leite (PSDB) a pedido da Associação de Moradores do São Conrado Green, conjunto de prédio em frente ao Hotel Intercontinental, vendido nos anos 70 pela Brascan sob a promessa de vista eterna para o mar que, no entanto, será obstruída pela nova construção, da mesma empresa. Os moradores ressaltam que os jardins de Burle Marx tombados em função de seu 100º aniversário eram do mesmo projeto de 1972, que precisaria ser mantido, conforme o termo de compromisso assinado entre o estado e a construtora.