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RIO - Mergulhadores-bombeiros da Barra da Tijuca, no Rio, reiniciam na manhã deste sábado (12) as buscas no Rio Paraíba do Sul, na tentativa de localizar o corpo do cabo-bombeiro Fabiano Tavares de Oliveira, de 33 anos.
Ele desapareceu na última quarta-feira, após ser arrastado pela correnteza do rio, próximo a uma barragem, na altura do bairro Jardim Cidade do Aço, onde foi verificar, junto com um outro colega, a denúncia de que um homem de boné branco teria se afogado. A suposta vítima também não foi encontrada pelos bombeiros.
Nesta sexta-feira (11), as buscas iniciaram por volta das 7h, onde o corpo desapareceu. Os trabalhos terminaram no final da tarde, próximo à Ilha São João.
Trinta pessoas participaram da operação, entre mergulhadores e o pessoal de apoio. Foram utilizados um barco motorizado, uma balsa inflável e um helicóptero para fazer as buscas na superfície do rio. Já os mergulhadores fizeram as buscas submersas.
O cabo-bombeiro se afogou num local do rio onde a correnteza é considerada muito forte. O comandante do 22º Grupamento Bombeiro Militar de Volta Redonda, tenente-coronel Márcio Francisco da Silva, disse que ligaram para o quartel e informando que um homem de boné branco estaria se afogando.
- Sendo trote ou falso aviso de alguma pessoa que acredita ter visualizado um corpo no rio, é obrigação de qualquer bombeiro ir ao local para verificar a denúncia. Foi o que ocorreu com o Tavares - disse o comandante.
Márcio disse não acreditar que um trote tenha provocado a morte de Tavares. "Acredito que quem ligou para o quartel teria visualizado um possível corpo no rio, assim como os dois bombeiros que foram até o local, porque caso contrário eles não pulariam na água, por tratar-se de pessoas experientes na profissão", explicou o tenente-coronel.
Márcio admitiu que é comum bombeiro receber esse tipo de aviso ou chamada de pessoas afogadas, mas quando chegam ao local não encontram nada.
- Mesmo assim somos (bombeiros) obrigados a conferir. Mesmo porque o bombeiro só consegue visualizar o que esteja procurando se ele for até o local - disse o comandante, acrescentando que Tavares e o capitão-bombeiro Alberto chegaram a nadar cerca de 300 metros até a barreira, e que eles conheciam bem o rio.
O bombeiro informou que as buscas serão realizadas até que todos os recursos sejam esgotados. Márcio também não soube afirmar se realmente tinha alguém se afogando no rio, como foi informado na ligação telefônica para o quartel.