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Novo modelo de bonde tem sofrido dificuldades de adaptação

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Ricardo Schott, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Dos sete bondes modernizados com tecnologia VLT (ideal para metrôs e trens), que rodam atualmente nas ruas de Santa Teresa, três ainda circulam sob operação assistida e são usados apenas em ocasiões especiais, sem rodar normalmente. Há mais um outro, usado apenas para serviços da empresa. A entrada de tais veículos vinha sendo prometida para entrar em circulação nos trilhos do bairro desde 2007. Os primeiros começaram a funcionar no começo de 2009. Hoje, além dos bondes novos, cuja reforma custou R$ 22 milhões aos cofres do Estado, o bairro ainda tem mais dois bondes antigos, dos que foram tombados, que circulam.

A Associação dos Moradores de Santa Teresa (Amast) já havia reclamado, em entrevista ao Jornal do Brasil em junho, com relação à demora para entregar os oito bondes novos ao bairro, prometidos para agosto até aquela época, conforme havia apurado a reportagem, os veículos ainda não havia se adaptado às subidas e curvas do bairro. A reforma que misturou as carcaças centenárias com veículos informatizados (os quais o ex-vice-presidente da Amast, Sérgio Amaral apelidou de Frankensteins ) já se arrastava, naquela época, desde 2004. Por causa da demora da reforma da frota e dos problemas que a Amast acreditava que os bondes tivessem, alegando que a tecnologia não se adaptaria às ruas de Santa Teresa, chegaram a convocar a Comissão de Cultura da Alerj para uma audiência pública.

O primeiro bonde VLT chegou a Santa Teresa no fim de 2007 e ficou preso no trilho. Sérgio Amaral, da Amast, chegou a firmar ao Jornal do Brasil em junho que, por ser informatizado, qualquer impacto tem o efeito de chute em um computador . Depois do fim da garantia de um ano dada pela TTrans, caberá ao estado pagar o reparo das peças quebradas. A manutenção dos dois bondes antigos, por outro lado, é feita por um grupo de funcionários no próprio bairro.

À época, o coordenador do sistema dos bondes, José Duarte, chegou a confirmar a dificuldade em adaptar o software usado nos bondes à topografia do bairro. Em Santa Teresa há curvas de até oito metros de raio e ladeiras de 14 graus de inclinação.

É um trajeto com muitas variáveis, difícil de tirar do papel e executar na prática. Em lugar nenhum do mundo os bondes são VLTs argumentou. Um trem elétrico, por exemplo, só consegue subir uma rampa de dois graus.