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Risco de acidentes no Santos Dumont aumenta com movimento

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Caio Menezes, Jornal do Brasil

RIO - No ano passado, de acordo com dados de um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), o Aeroporto Tom Jobim, no mês de julho, em voos domésticos, registrou média semanal de 328 mil acentos ofertados, contra 248 mil em julho deste ano. Já no Santos Dumont, os acentos oferecidos foram 149 mil por semana em julho passado e 244 mil semanalmente, em julho de 2009.

O professor da Comissão de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ (Coppe e presidente da SBTA, Elton Fernandes, analisa o estudo.

Houve uma transferência significativa de passageiros do Tom Jobim para o Santos Dumont. Não acho isso bom para a cidade, pois implica em modificações, que não foram feitas, no trânsito e em transportes.

O Santos Dumont caminha, rapidamente, para seu limite operacional no terminal de passageiros, que é de 8 milhões. No ano passado foram registrados pouco mais de 3,5 milhões e 2009 deve registrar quase 6 milhões. Sou totalmente contra isso, pois se trata de um aeroporto encravado dentro de um centro urbano denso. O aumento de passageiros leva a mais operações e um consequente crescimento no risco de acidentes, calculado em cima da quantidade de operações realizadas. Essa exposição toda não é necessária, ainda mais com o Tom Jobim, na borda da cidade concluiu.

Fernandes questionou ainda a forma pela qual é definido esse limite de operações. De acordo com ele, o caso do Santos Dumont não se enquadra aos padrões internacionais.

A norma internacional não deve ser parâmetro para o caso do Santos Dumont. Devemos estipular uma margem de segurança, sem que seja preciso atingir o limite.

Toda a discussão em torno da questão da transferência de passageiros, segundo Fernandes, não existiria se um aspecto fosse observado.

Nenhuma dessas medidas, de deslocamento de vôos do Tom Jobim para o Santos Dumont seria tomada se houvesse metrô, e o trânsito até o Aeroporto Internacional fosse melhor.