Dia mundial do Motocilista é celebrado por amantes das duas rodas

Camilla Lopes, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Os apaixonados pela vida em duas rodas aproveitaram o Dia mundial do Motocilista para comemorar as conquistas dos últimos dez anos. Para os adeptos da vida contada em cilindradas ouvidos pelo JB na Rua Ceará tradicional reduto da galera que cultua os modelos clássicos, na Praça da Bandeira, Zona Norte conquistas como a inserção de noções de trânsito no ensino médio e fundamental serão responsáveis por muitos motociclistas salvos pelas ruas. No entanto, para os representantes da Associação dos Motociclistas do Rio (AMO-RJ), muito ainda há de ser feito.

A verdade é que hoje o motociclista que faz autoescola é preparado para morrer e não para dirigir nas ruas afirma o presidente da AMO-RJ, Aloísio Brás. De acordo com Aloísio, a associação vem lutando para que os motociclistas tenham aulas práticas no trânsito da cidade, como já acontece com os motoristas de automóveis. A AMO-RJ cobra também mais rigor nas fiscalizações das blitze.

Ainda segundo Aloísio Brás, raramente o número do chassi das motos é verificado. Ele explica que há basicamente três tipos de quadrilhas especializadas em roubo de motos: as que roubam as mais populares como as de 125 e 150 cilindradas.

Essas são motos pequenas e muito utilizadas em assaltos. São o tipo mais roubado de motocicleta e, infelizmente, pertencem a pessoas que na maioria das vezes não tem condições de arcar com seguro lamenta o presidente da AMO-RJ por isso a verificação do chassi nas blitzes melhoraria a segurança.

Aloísio explica que o segundo tipo de quadrilha se caracteriza pelos ladrões de peças. Em pouco tempo a moto roubada vira carcaça e posteriormente termina sem dono no depósito do Detran.

Sequestro de Harleys

O terceiro tipo de quadrilha já identificado pela associação é composto por integrantes de classe média e alta. Os bandidos sequestram as famosas Harley Davidson pois, conforme afirma Brás, eles sabem que as motocicletas têm uma valor sentimental para os proprietários. Em média os sequestradores exigem R$ 10 mil de resgate.

Peças eles não roubam, já que tudo da Harley aqui no Brasil é altamente identificado.

O sonho dos motociclistas cariocas é transformar a Rua Ceará em um polo de lojas e oficinas mecânicas especializadas em motocicletas de todos os tipos.

Hoje esse comércio já existe, embora tímido. Paulo Monteiro, o Paulinho Bola Oito, é procurado há sete anos pelos interessados em customização de motos. São clientes que desejam personalizar ou mesmo montar uma moto a partir de partes, como chassi ou motor.

Já outro Paulo, o Leal, é mecânico especializado nas glamourosas Harleys. E motociclista que é motociclista não deixa de passar no famoso Heavy Duty, ponto de encontro dos apaixonados.