Praia da Farme de Amoedo cai na preferência dos gays

João Pequeno, Jornal do Brasil

RIO - Conhecida como principal point gay de Ipanema, a rua Farme de Amoedo já não é um destino tão certo para eles, pelo menos entre aqueles com maior poder aquisitivo, moradores do bairro ou que vêm de fora, principalmente de São Paulo.

Os motivos, apontados por gays ao Jornal do Brasil, dividem-se entre o fator econômico, na rua em si, e a profusão de garotos de programa na praia em frente a ela, a partir de uma frequência cada vez maior de estrangeiros, atraídos pela fama do local.

Basicamente, na Farme aconteceu uma versão gay de algo semelhante ao que ocorre na Rua Maria Quitéria, em frente ao Empório: embora não seja exatamente uma área de prostituição, costuma atrair garotas de programa, à procura do rentável mercado de turistas estrangeiros, normalmente com mais dinheiro e disposição em gastá-lo.

Este movimento de prostituição constante teria tornado a rua meio baixaria para antigos frequentadores daquele trecho, que acabaram fazendo um movimento em direção ao Coqueirão, ponto, por assim dizer, sexualmente neutro entre os postos 9 e 10 da praia.

Na Farme, a muvuca acabou afastando muitos gays mais abastados, que passaram a evitá-la, preferindo ir da praia para casa ou para uma sauna e, em seguida, para boates onde é comum gastar em torno de R$ 100 em uma única noite.

A rua acabou ficando para quem não tem esse dinheiro. Por isso, hoje, a frequência da Farme é de gays que não moram em Ipanema, mas que são atraídos pela coisa do nicho resume o turista pernambucano V.G., 32, morador de São Paulo e visitante assíduo do Rio de Janeiro.