Poeta ataca maconha, que para ator governador não é droga

João Pequeno, Jornal do Brasil

RIO - Normalmente associados a causas consideradas liberais, artistas muitas vezes se dividem ou mesmo evitam se posicionar sobre legalização de drogas, mas alguns são claros e diretos nesse assunto.

O poeta Ferreira Gullar, que já havia se posicionado claramente contra a legalização da maconha, reafirma a posição e diz que que ela só agravaria o problema de saúde pública, inclusive financeira.

Se gastamos, sei lá, R$ 500 milhões por ano com tratamentos médicos por males causados pelo álcool, com a maconha vamos ter que passar a gastar R$ 1 bilhão. É isso que querem?

Na direção oposta, Alvinho Lancellotti, vocalista do Fino Coletivo diz que liberar o uso com moderação seria uma legislação menos hipócrita que a atual.

Há pessoas que podem fazer uso de determinadas drogas e outras que perdem a cabeça e o rumo com uma garrafa de vinho.

Para ele, só se justifica proibir a marcha se, durante seu andamento, houver flagrante de consumo.

Já a cantora Leci Brandão, defende que cada um faça o que quer, mas com ressalvas.

Em 1985, gravei uma música minha, Deixa, deixa, que já dizia deixa ele curtir (...) é melhor do que ele sacar de uma arma pra nos matar. O problema é que hoje vejo gente fumando e cheirando como combustível para matar. Também me incomoda ver garotos fumando e perdendo a linha na porta da igreja onde minha mãe vai rezar. O espaço do outro deve ser respeitado; como diz aquele funk, cada um no seu quadrado.

Nos Eua

Já o ator e atual governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger voltou a defender, nesta semana, que se debata publicamente a legalização da maconha, que admitiu já ter fumado e até disse que não é droga , ainda que alegando, depois, ter falado por brincadeira.