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Prefeitura cancela rave do Réveillon em Ipanema

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Ana Paula Verly , Jornal do Brasil

RIO - Não vai haver festa de Réveillon em Ipanema. O cancelamento foi anunciado ontem pelos produtores do evento. O motivo é a falta de autorização da Polícia Militar, que alegou não ter efetivo suficiente para garantir a segurança do público.

O imbróglio se estende à Praia do Flamengo. Lá, no entanto, a empresa patrocinadora já ergue um palco, enquanto espera o sim da Secretaria de Segurança Pública.

O cancelamento frustra cerca de 500 mil pessoas que passariam a virada em Ipanema segundo estimativa da PM. Uma análise técnica encomendada pelas empresas SRCOM e StormingBrain, produtoras da festa, estimou em apenas 50 mil o número de pessoas simultaneamente na área do evento.

Durante a apresentação da programação dos festejos na cidade, nesta quinta, em Copacabana, o secretário municipal de Turismo, Rubem Medina, atribuiu o cancelamento ao preconceito contra à música eletrônica, que animaria as cerca de 12 horas de festa.

É uma discriminação contra esse tipo de música, como aconteceu com o rock e o samba no passado. Em 2007, foram 12 palcos na cidade. Este ano, a PM diz que não pode garantir 10 e vetou os de música eletrônica. Não sei porque o da Barra não foi cancelado disse Medina.

DJs das festas de música eletrônica mais famosas da cidade estavam escalados para o Réveillon em Ipanema. Para a Praia do Flamengo, também incerto, estão programadas as apresentações de três DJs e 12 minutos de fogos. A opção para os fãs das raves é a Praia da Barra, que terá, à meia-noite, a apresentação do DJ alemão Paul Van Dyk.

Em Copacabana, a festa terá, como atrações principais, o grupo de pagode Revelação, às 22h, a cantora Mart´nália, à 0h20, e as baterias das escolas de samba Beija Flor, Salgueiro e Grande Rio a partir das 2h. Serão 20 minutos de queima de fogos, em oito balsas. Haverá festas na Ilha do Governador, Penha, Ilha de Paquetá, Ramos, Pedra de Guaratiba e Sepetiba.