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RIO - Um agente do Detran prendeu, na manhã desta quinta-feira, Adriana Abreu da Silva, 30 anos, acusada de tentar subornar um funcionário na área de exames de Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. Adriana tentou comprar sua aprovação no exame prático da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) oferecendo R$ 450 ao examinador, um policial militar, que lhe deu voz de prisão.
O novo presidente do Detran, Fernando Avelino, elogiou a ação do agente, afirmando que a instituição priorizará, cada vez mais, o combate às irregularidades.
- A corrupção, além de ferir a ética, causa prejuízos aos cofres do estado - declarou Avelino.
Não há ainda informações sobre envolvimento da auto-escola aonde Adriana fez o processo para tirar a CNH. No mesmo local de exames, estavam previstas outras 150 provas práticas, que continuaram transcorrendo sem problemas. Uma equipe da Corregedoria do Detran foi deslocada para o local para ajudar na apuração e checar se há outros envolvidos no caso.
A diretora de Habilitação do Detran, Beatriz Diniz, afirmou que o treinamento de policiais militares que não podem mais fazer o policiamento nas ruas e foram transferidos para as áreas de prova prática elevou a qualidade do trabalho do departamento.
- Com a ajuda dos PMS, o Detran sabe que, além de contar com mais examinadores, passa a contar também com o olhar atento do policial, que ajuda a moralizar a área de exame e, conseqüentemente, traz mais qualidade e ética ao serviço público - disse Beatriz.
Adriana será denunciada por corrupção ativa, cuja pena prevista no Código Penal é de um a oito anos de detenção. A candidata foi levada para a 66ª DP (Piabetá), onde foi registrada a ocorrência.