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RIO - Preso por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Esteves Gouveia Barreto, o Rosinha, de 27 anos - acusado de ter participado do assassinato do diretor de Bangu 3, o tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, no dia 16 de outubro - foi transferido nesta sexta-feira para o Presídio de Água Santa. De acordo com o delegado da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Carlos Alberto Oliveira, Esteves foi responsável por monitorar os passos do diretor de Bangu 3 por três dias e repassar as informações para o resto da quadrilha, que cometeu o homicídio.
A prisão de Esteves foi importante para esclarecermos a morte do coronel. Ele é uma testemunha importante, reconheceu todos os elementos que participaram do crime, os executores e ainda temos parte da mecânica que foi feita explicou o chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, enquanto apresentava o o preso na sede da Drae.
No depoimento, Esteves entregou quatro nomes que teriam sido responsáveis por executar José Roberto: Fabiano Atanásio da Silva, o FB; Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, Biscoito; Ricardo Severo, Faustão; e Luiz Claudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira. Dois nomes ainda não foram divulgados, um teria participado da execução e o outro teria auxiliado Esteves no monitoramento da rotina do coronel. O homicídio foi cometido por traficantes da Vila Cruzeiro, na Penha.
O caso está esclarecido, falta apenas prender os demais. Não é fácil prender todos os integrantes. É uma quadrilha perigosa e de difícil acesso afirmou Gilberto.
Três bandidos que teriam sido os mandantes do assassinato tiveram prisão decretada, mesmo presos, no dia 30: Aldair Malon Duarte, o Aldair da Mangueira; Ronaldo Pinto Lima Silva, o Ronaldinho Tabajara; e Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. Luiz Claúdio Serrat Corrêa é acusado de ser o líder da ação.
Esteves, preso na tarde de quarta-feira, na Penha, próximo ao Hospital Getúlio Vargas, será indiciado por associação ao tráfico e homicídio qualificado.
No depoimento, o acusado afirmou ter ficado três dias monitorando o coronel e ganhou R$ 150 por dia. Esteves manteve contato com o restante da quadrilha até o momento em que José Roberto passou pela Avenida Brasil, na altura de Deodoro. O carro de José Roberto foi atingido por cerca de 60 tiros. Um outro homem, ainda não identificado, deu auxílio a Esteves.