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RIO - O governo estadual divulgou, nesta quarta-feira, nota informanado queos bairros da Zona Norte vão concentrar ações de prevenção e combate à dengue.
Segundo a nota, o resultado do último Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostra que os bairros desta região apresentam taxas até duas vezes acima do limite considerado como de estado de alerta para focos do mosquito transmissor da dengue.
Segundo a pesquisa - que mostra o índice de infestação de larvas do mosquito numa região , entulhos, garrafas, recipientes plásticos, latas e sucatas abandonadas, além de vasos de plantas e caixas d´água destampadas continuam a ser o maior problema para evitar a proliferação do vetor nas localidades.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 13 e 18 deste mês, em todos os bairros do Rio, por agentes de endemias do município. O resultado servirá não só para definir o mapa de risco da cidade, mas também para determinar as áreas onde os 1,5 mil bombeiros que estão se formando como Agentes de Controle da Dengue irão trabalhar, a partir da próxima semana.
De acordo com o LIRAa, o índice de infestação predial no Jacaré é de 10,8%; no Complexo do Alemão é de 9,8%; na Abolição e Água Santa 8,5%; em Coelho Neto 8% e em Brás de Pina e Cascadura 7%. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice de infestação tolerável é aquele abaixo de 1%, enquanto que entre 1% e 4% define estado de alerta e acima de 4% área de alto risco.
Mas também existem regiões com índice bem menor. Exemplo disso é Benfica, Urca, Leme, Leblon e Gávea, que apresentam 0,5%. Catete e Laranjeiras mostram índice de 0,8%, enquanto que Copacabana registra índice de 1% e Humaitá e Ipanema 1,9%. Na Zona Norte, a região entre a Tijuca e Vila Isabel (incluindo Praça da Bandeira, Maracanã e Alto da Boa Vista) apresenta índice médio de 2,53%.
Já na região de Jacarepaguá, onde a incidência de casos de dengue foi elevada durante o último verão, o índice de infestação, como mostra o novo LIRAa, ficou em torno de 2%. Na Barra da Tijuca e Recreio, os índices foram, respectivamente, 2,6% e 1,9%, enquanto que, em Vargem Pequena, o índice foi inferior a 1%. Em Realengo, a taxa média ficou em 2,41%, Campo Grande uma média de 2% e Santa Cruz 2,89%. No município como um todo, o índice médio é de 2,89%.
Essa é a segunda vez, esse ano, que o levantamento ocorre em todos os bairros da cidade, e não por amostragem. A partir da próxima semana, os mais de mil bombeiros que foram diplomados semana passada começam a atuar no reforço às ações de prevenção e combate à dengue. Eles vão identificar e coletar larva e pupa, além de eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti, recolhendo material, como garrafas vazias e pneus, que possam acumular água parada.