JB Online
RIO - O bebê portador de Síndrome de Down deixado na madrugada desta quarta-feira na Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, é Carlos Eduardo de Oliveira, de 12 dias de vida, seqüestrado neste domingo, A mãe da criança, Maria de Lourdes, reconheceu o filho, tirado dos seus braços, por uma mulher que se identificou como assistente social, do Hospital Pedro II, local onde a criança nasceu.
O menino foi encontrado, pelo porteiro da unidade, agasalhado e acomodado em um bebê conforto, dentro de uma caixa onde continham várias reportagens sobre o caso, além de um pacote de fraldas e uma mamadeira nova. Carlos Eduardo passou por uma bateria de exames e passa bem.
A mãe do bebê não reconheceu na delegacia a mulher detida nesta manhã suspeita do seqüestro. Ela foi presa, com base no retrato falado, no Mercado São Sebestião, na Penha, quando tentava embarcar em um caminhão para Minas Gerais.
A suposta seqüestradora mostrou para Maria de Lourdes, um documento em papel timbrado do hospital que encaminhava o bebê para a Maternidade Fernandes Figueira, no Flamengo.
Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), Renata Teixeira, o seqüestro pode sido planejado por alguém que quisesse se vingar dos pais da criança ou por uma família que já teve um bebê com a mesma deficiência.
Maria de Lourdes mora com os outros nove filhos em uma casa de dois cômodos em Santa Cruz.
O caso foi registrado na 16ª DP (Barra), mas será encaminhado para a 36ª DP (Santa Cruz).