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RIO - Cerca de 500 policiais ocuparam Complexo do Alemão, no subúrbio, na manhã desta quarta-feira, em busca dos corpos de Antônio Ferreira de Souza, o Tota, 32, o Tota, o traficante mais procurados do Rio e de outros cinco bandidos que teriam sido mortos, nesta terça-feira.
Houve intensa troca de tiros na chegada dos agentes. A polícia encontrou corpos queimados no alto da favela, que podem ser dos traficantes.
Entre os bandidos mortos com Tota estariam Jansen Soares, Jota ou Paraíba, Ronaldo de Souza Ferreira, o Jiló ou Piu que seria irmão do chefe e outros dois identificados como Cristiano e Torrada.
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram paralisadas, por medida de segurança. O comércio e as escolas estão funcionando.
A ordem para matar os traficantes teria partido de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, preso no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Os traficantes teriam sido executados pelos próprios comparsas.
Nesta terça, o Disque-Denúncia registrou 12 ligações com nformações sobre a morte de Tota. Segundo a polícia, o chefe do morro estaria recrutando bandidos para debandarem para a quadrilha Amigos dos Amigos (ADA), mas um deles teria comunicado o fato aos cúmplices do Comando Vermelho.
Em maio do ano passado, o Disque-Denúncia aumentou a recompensa por informações que levassem a Tota de R$ 2 mil para R$ 10 mil. Desde 2002 foram 422 denúncias sobre ele. Tota foi chefe de 12 favelas de Niterói e, em 2005, começou a se articular com grandes morros da capital, como Mangueira e Jacarezinho. O bandido foi o responsável por transformar o Alemão no quartel-general do Comando Vermelho.