Anna Ramalho, Jornal do Brasil
RIO - Na sexta-feira, meio do feriadão, um grupo de cariocas Mucki e Arthur Bahia, Cristina e Renato Machado e Márcia Müller embarcaram em helicóptero particular no Heliponto da Lagoa, rumo a Ibitipoca, em Minas Gerais.
O piloto seguia a rota fornecida pelos controladores de vôo quando, em cima da Vila Cruzeiro, o grupo sentiu um forte impacto na aeronave, seguido de inconfundível cheiro de queimado. Assustado, o piloto solicitou pouso de emergência e rumou para o Aeroporto Tom Jobim.
O susto tinha sua razão de ser: o helicóptero fora alvejado por um tiro de fuzil, que entrou pela parte traseira, vazou o tanque de querosene, e se alojou a três centímetros das costas de um dos passageiros.
Agora, o detalhe mais assustador: para as autoridades, abater cidadãos em pleno ar é fato tão rotineiro, que não se dignaram a lavrar a ocorrência.