Aqui não vai ter terceirização de responsabilidade, diz Paes sobre segurança no Rio

Ex-prefeito do Rio afirmou, em entrevista, que, se eleito, a intervenção acaba

 O ex-prefeito Eduardo Paes, candidato ao governo do estado pelo DEM, dissse, em entrevista ao RJ2, da TV Globo, que vai pedir auxílio federal para cuidar da segurança. No entanto, reiterou que, em seu governo, não haveria espaço para intervenção militar. ‘Temos que focar na violência nas ruas, na falta de policiamento, mas a intervenção acaba. A segurança fica a meu cargo, do governador. Aqui não vai ter terceirização de responsabilidade’, afirmou.

A intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio completa oito meses amanhã (16) e teve sua eficácia questionada pelo aumento do número de crimes na cidade.

>> Ministro da Defesa quer intervenção no Rio até 31 de dezembro

>> Tiroteios aumentam 37% durante intervenção no Rio, diz relatório

Ainda sobre segurança, Paes disse que falta inteligência para evitar e investigar a morte de civis inocentes e policiais.

Macaque in the trees
Eduardo Paes (Foto: Reprodução TV Globo)

Escolas

O candidato do DEM também foi questionado por não entregar todas as Escolas do Amanhã prometidas quando prefeito da capital fluminense, entre os anos de 2008 e 2016.

‘Eu fiz muito do que prometi, tive problemas nas obras. Mas o prefeito Crivella não retomou essas obras. Quando eu for eleito, vou pedir essas escolas para transformar em escolas de Ensino Médio. Eu fiz mais escolas na cidade do Rio do que o Brizola fez CIEP’, defendeu.

Investigações

Questionado sobre as denúncias de caixa dois nas obras da Transoeste, Eduardo Paes disse que há uma investigação em curso e que não há nenhuma prova de que ele tenha recebido propina.

‘Tem um processo de investigação acontecendo e não há delação contra a minha pessoa. O que há é um criminoso confesso, que foi preso duas vezes, mentindo sobre mim. Se eu cometi um erro foi o de contratar esse secretário de Obras’, declarou.

A três dias do primeiro turno das eleições, o ex-secretário municipal de Obras de Paes, Alexandre Pinto, acusou o ex-prefeito de receber propina da construtora Odebrecht para escolher a empresa como responsável pela construção do BRT Transoeste.

O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, condenou o ex-secretário a 23 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão na Operação Mãos à Obra, desdobramento da Lava Jato no Rio. Pinto também terá de devolver a importância de R$ 804,9 mil obtidos de vantagens indevidas pedida aos representantes das empreiteiras Carioca Christiani Nielsen e Construtora OAS.

>> Ex-secretário acusa Paes de negociar propina

>> Tarcísio (PSOL) diz a Paes que todos sabem que ele é o 'nervosinho' da Odebrecht

Ainda sobre a relação com Alexandre Pinto, Paes afirmou não saber da existência de caixa dois. ‘Ele disse que queria ajudar na campanha eleitoral. Da minha parte, o que era legal era o auxílio à campanha. Se tem uma intenção escusa ou outra, eu não sabia. Em nenhum momento, eu pedi propina. Comigo não tinha conversa desse tipo. Eu acho muito estranho, muito curioso, que esses depoimentos surjam às vésperas da eleição’.