Jornal do Brasil

Rio - Eleições 2018

Paes e Witzel trocam farpas em debate na Firjan

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Nesta quinta-feira (11), os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), participaram de um debate na Firjan, na Zona Sul do Rio, no primeiro encontro após o primeiro turno da eleição. O debate é promovido pela Firjan e pelo Grupo Band. Os dois candidatos trocaram farpas e acusações, após uma semana em que o candidato do PSC ameaçou dar voz de prisão ao adversário, acusando-o de disseminar fake news. Por sua vez, o candidato do DEM rebateu, chamando-o de autoritário.

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Eduardo Paes e Wilson Witzel participam de debate (Foto: Fábio Motta/AE)

Primeiro bloco

Os candidatos responderem a questões formuladas pela produção, abordando os temas de segurança e finanças públicas. Witzel falou do sucateamento da Polícia Civil e do aumento do roubos de carga, afirmando que seria preciso reintegrar o policiamento. Por sua vez, Paes afirmou que é necessário investir em inteligência e que vai pedir para o próximo presidente manter as Forças Armadas no Rio. Com relação à recuperação fiscal, Witzel e Paes destacaram a necessidade de se negociar com a União.

Na terceira rodada de perguntas, os candidatos fizeram perguntas um ao outro. Eduardo Paes questionou Witzel sobre o fato de ter deixado a Vara Federal Criminal do Espírito Santo, quando pediu para ser transferido para uma Vara de Execução Fiscal. "Em entrevista ao G1, de 2011, você disse que eles venceram e pediu para sair. Deu uma amarelada. Como a população pode acreditar em alguém que pediu para sair?", questionou Paes.

Witzel destacou sua carreira como fuzileiro naval e disse não ter medo. "Você não deve me conhecer. Eu estive com fuzil na mão como fuzileiro, perto de morrer. Não tenho medo. A matéria foi maldosa. Eu fazia mestrado em direito processual civil e pedi para ser transferido para uma Vara de Execução Fiscal no Espírito Santo. Não abandonei, e na Vara de Execução Fiscal também se enfrenta o crime organizado. Jamais fui intimidado", afirmou Witzel, acrescentando ainda que Paes viajou para Nova York depois do mandato,sugerindo que o adversário teria fugido do Rio. Paes obteve direito de resposta, e lembrou que, neste período, foi trabalhar para o Banco Interamericano de Desenvolvimento, como vice-presidente do órgão para a América Latina.

Ainda no quesito segurança pública, Witzel defendeu o "abate" de criminosos encontrados com fuzil, mesmo fora de circunstâncias de combate. Paes ironizou. "Uma coisa é falar, outra é fazer. A situação do Rio é ainda mais grave que a do Espírito Santo. Não vou usar a expressão que o candidato Romário usou no primeiro turno. Bolsonaro tem credibilidade para falar isso, porque fala há muito tempo. O senhor, não. O conheceu ontem. Não adianta falar que vai usar baioneta ou bazuca para resolver", afirmou Paes. Em debate antes do primeiro turno, Romário chamou Witzel de "frouxo".

Witzel reagiu: "Seu jeito de falar demonstra seu desequilíbrio. Quando eu disse que abateria quem estava de fuzil, fui proibido de entrar em várias comunidades. Eu não vou em comunidade pedir voto para bandido."

Por sua vez, Paes retrucou, citando a existência de uma relação entre o advogado que facilitou a fuga de Nem, da Rocinha e o ex-juiz. Witzel, rebateu: "O (advogado Luiz Carlos Cavalcanti) Azenha é um ex-aluno meu, eu tenho mais de cinco mil alunos."

Ao falarem sobre Previdência, Witzel acusou Paes de ter deixado déficit previdenciário na prefeitura, acrescentando que já escolheu um presidente para o Rio Previdência: Sergio Aureliano. Paes rebateu afirmando que nunca atrasou pagamento. "Para de acreditar no Crivella", acrescentou.

Witzel afirmou ainda que as parcerias público-privadas do Porto Maravilha e do VLT seriam "cases de insucesso". Paes rebateu afirmando que o Porto Maravilha e o VLT são projetos bem-sucedidos e aproveitou para alfinetar o adversário. "O candidato cometeu diversas injúrias, mas não vou dar voz de prisão, fique tranquilo. Não sou autoritário e nem frouxo." Witzel então pediu direito de resposta e afirmou que o rival não tem o direito de chamá-lo de autoritário.

Segundo bloco

Os candidatos responderam perguntas enviadas por ouvintes. Concordaram sobre o fim da vistoria obrigatória anual do Detran, sobre o potencial turístico do estado e criticaram o momento das universidades estaduais, que qualificaram como reflexo de uma política de desinvestimento. 



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